Bahia e Vitória se manifestaram publicamente para prestar apoio ao presidente do Ceará, João Paulo Silva, após a filha do dirigente sofrer um ato criminoso na tarde da última quinta-feira (25). A dupla Ba-Vi emitiu notas oficiais repudiando o ocorrido.
O mandatário do clube cearense divulgou em suas redes sociais que a filha recebeu pelo correio, no curso de teatro que frequenta, uma caixa contendo chocolates, uma carta com ataques direcionados a ele e uma bomba. De acordo com o dirigente, a jovem sofreu um ataque de pânico com a situação.
“Esse é só mais um que se soma aos vários que já fizeram a mim e à minha família. Eu sou presidente do Ceará. Aguento as porradas, o meu cargo exige isso. Essa covardia não pode ser considerada normal. Já estou tomando as devidas providências legais pra proteger a minha família e o Ceará Sporting Club”, desabafou João Paulo Silva.
O Vitória se pronunciou ainda na noite de quinta-feira, destacando que o esporte não condiz com tais atitudes. “O futebol é um ambiente de paixão, respeito e convivência. Não há qualquer espaço para atitudes de violência, intimidação ou ameaças, que atentam não apenas contra a integridade das pessoas, mas também contra os valores que o esporte representa”, publicou o Leão.
O Bahia manifestou o seu repúdio na manhã desta sexta-feira (26). “É inadmissível que o futebol ainda seja palco para práticas criminosas de qualquer natureza. O esporte deve ser um ambiente de respeito, convivência e segurança para todos”, afirmou o Tricolor em comunicado. Além dos clubes baianos, outras equipes das Séries A e B do Campeonato Brasileiro também se solidarizaram e condenaram o atentado.
O Ceará informou que o caso já foi formalmente entregue às autoridades de segurança para que os responsáveis sejam identificados o quanto antes. “O Ceará Sporting Club informa que foi instaurado inquérito pela Delegacia de Repressão às Ações Criminosas Organizadas (Draco) para apuração dos fatos e providências. O clube confia que os responsáveis sejam identificados e responsabilizados com a máxima brevidade”, diz a nota da equipe cearense.
O episódio violento ocorre em meio a um período de forte turbulência esportiva no Vozão. Eliminado de quase todas as competições da temporada de 2026, o clube foca apenas na Série B do Brasileiro, onde vive uma fase irregular: venceu apenas um dos últimos cinco jogos (acumulando três derrotas e um empate) e ocupa a 14ª posição na tabela com 17 pontos — apenas dois acima da zona de rebaixamento.
Pouco antes de o presidente expor o ataque contra a sua família, o Ceará havia anunciado a contratação do técnico Daniel Paulista. O time volta a campo no próximo domingo (28), quando enfrenta o Juventude no estádio Alfredo Jaconi, pela 15ª rodada da Segundona.