Um novo terremoto voltou a assustar moradores de Caracas e Maracay nesta sexta-feira, agravando a crise na Venezuela após os tremores de magnitude 7,2 e 7,5 que atingiram o país na última quarta-feira (24). O cenário de calamidade pública foi confirmado pelo Ministério das Relações Exteriores do Brasil (MRE), que anunciou a morte de dois cidadãos brasileiros decorrente do desastre. O Itamaraty informou que já presta assistência consular às famílias das vítimas, mantendo a identidade delas sob sigilo.
Os abalos sucessivos, considerados os mais intensos a atingir o território venezuelano em mais de 100 anos, deixaram um rastro de destruição concentrado na capital e no estado de La Guaira. Até o momento, as autoridades locais identificaram danos severos em pelo menos 383 edifícios, 13 hospitais, 25 centros comerciais e em mais de mil estruturas diversas. Diante do colapso, a região de La Guaira permanece totalmente militarizada para garantir o fluxo de ambulâncias e viaturas de salvamento.
Apesar de o terremoto desta sexta ter tido uma escala bem menor que os anteriores (magnitude 4,9, segundo o centro de monitoramento sísmico EMSC), ele agrava o sentimento de instabilidade e falta de segurança dos residentes da área. A Organização das Nações Unidas (ONU) estima que mais de 50 mil pessoas ainda possam estar desaparecidas sob os escombros.