Salvador recebe, nesta segunda (29) e terça-feira (30), o 3º Encontro Nacional dos Pontos Focais do Ligue 180. Promovido pelo Ministério das Mulheres, o evento terá como destaques o lançamento das Diretrizes Nacionais das Casas da Mulher Brasileira e uma série de anúncios e acordos para fortalecer o combate à violência de gênero no país.
A programação começa nesta segunda, às 9h, no Sebrae Salvador, voltada exclusivamente aos pontos focais do serviço, com debates sobre diagnósticos de cooperação e o novo formulário de atendimento. Na terça-feira (30), a partir das 8h45, a ministra das Mulheres, Márcia Lopes, comandará a abertura solene junto a autoridades locais e representantes federais do Ministério da Justiça e Segurança Pública (MJSP) e da Secretaria de Comunicação Social da Presidência da República (Secom).
O principal marco do segundo dia de evento será a publicação oficial das Diretrizes Nacionais das Casas da Mulher Brasileira, um documento inédito que vai padronizar e orientar a atuação integrada de todas as unidades dessas casas espalhadas pelo território nacional.
Além disso, serão assinados termos de cooperação técnica estratégicos:
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Ligue 180 e MJSP: para aperfeiçoar o fluxo de envio, recebimento e monitoramento das denúncias registradas pela central.
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Ministério das Mulheres e Secom: termo com foco específico no enfrentamento à violência digital contra a mulher.
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Expansão do Ligue 180: os estados do Amapá, Santa Catarina e Roraima assinarão acordos para passar a integrar formalmente o fluxo de monitoramento de denúncias do serviço.
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Ações locais: a Secretaria de Políticas para as Mulheres do Estado da Bahia também assinará atos voltados à temática de enfrentamento à violência de gênero.
O fórum reunirá representantes dos Pontos Focais estaduais, Organismos de Políticas para as Mulheres, Secretarias de Segurança Pública, Ministérios Públicos, Poder Judiciário, Defensorias Públicas, coordenadoras das Casas da Mulher Brasileira e integrantes da sociedade civil.
O objetivo central do encontro em Salvador é qualificar a rede de atendimento e consolidar as novas diretrizes. Ao final dos dois dias, a expectativa é ampliar de forma prática a capacidade de resposta do Estado brasileiro no acolhimento e proteção de mulheres em situação de vulnerabilidade e violência.