“Salvador ia pagar sozinho os 60%”, afirma Léo Prates sobre policlínicas

Por Redação 29/06/2026, às 10h21 - Atualizado às 10h21

Por Cíntia Santos, com informações de Maria Eduarda Moura

Durante a assinatura da ordem de serviço para a construção da Policlínica Regional Tipo II, na Avenida 29 de Março, na manhã desta segunda-feira (29), o deputado federal Léo Prates (Republicanos) afirmou que a Prefeitura de Salvador tentou assumir a gestão das policlínicas estaduais, mas que o Governo da Bahia optou por manter a administração direta das unidades.

Segundo o parlamentar, as negociações começaram ainda em 2020, na gestão do ex-prefeito ACM Neto, e tiveram continuidade durante a administração de Bruno Reis. “Nós recebemos uma carta para receber duas policlínicas e começamos a dialogar. A única coisa que pedimos foi que os percentuais de custeio fossem respeitados”, afirmou.

Léo Prates também disse que Salvador se dispôs a arcar sozinha com os 60% do custeio que caberiam ao município, diferentemente do modelo de consórcio adotado em outras cidades. “Salvador disse: ‘não, a gente vai pagar sozinho os 60%'”, declarou.

O deputado ainda afirmou que existem ofícios encaminhados ao Governo do Estado demonstrando o interesse da Prefeitura em assumir os equipamentos e argumentou que o município já administra outras unidades construídas pelo Estado. “Nós recebemos cinco postos de saúde construídos pelo Estado e administrados pela Prefeitura. Qual o sentido de nos negarmos a receber duas policlínicas?”, questionou.

A ordem de serviço da nova Policlínica Regional Tipo II foi assinada pelo prefeito Bruno Reis e pelo secretário municipal da Saúde, Rodrigo Alves.