PGR defende manutenção de prisão domiciliar de Bolsonaro após apreensão de arma

Por Redação 01/07/2026, às 22h15 - Atualizado às 21h46

O procurador-geral da República, Paulo Gonet, defendeu nesta quarta-feira (1º) a manutenção da prisão domiciliar do ex-presidente Jair Bolsonaro. O parecer foi enviado ao Supremo Tribunal Federal (STF) após solicitação do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, em meio à investigação envolvendo uma arma registrada em nome do ex-presidente.

Na manifestação, Gonet afirmou que não há elementos que indiquem descumprimento das condições impostas a Bolsonaro durante o cumprimento da pena. O procurador também citou a decisão da Polícia Civil do Distrito Federal, que concluiu não haver motivos para indiciar o ex-presidente no caso.

Apesar disso, o procurador-geral defendeu que a arma permaneça apreendida. Segundo ele, a condição de prisão domiciliar é incompatível com a posse de arma de fogo, ainda que o armamento esteja regularizado.

A investigação teve início após um segurança de Bolsonaro ser abordado em uma blitz, em Brasília, enquanto transportava uma arma registrada em nome do ex-presidente. A Polícia Civil decidiu não indiciar Bolsonaro, mas entendeu que o segurança deverá responder por porte ilegal de arma de fogo de uso restrito.