O princípio de incêndio registrado no ferry-boat Ivete Sangalo, durante a travessia entre Salvador e a Ilha de Itaparica na noite de sexta-feira (3), voltou a colocar em discussão a qualidade e a segurança do sistema ferry-boat, utilizado diariamente por milhares de passageiros. O incidente ocorreu em um quadro elétrico da embarcação, foi controlado pela tripulação e não deixou feridos, mas assustou usuários e gerou repercussão nas redes sociais, onde vídeos da fumaça circularam amplamente.
O episódio se soma a uma série de reclamações frequentes envolvendo o serviço, como longas filas em feriados e fins de semana, atrasos nas viagens, embarcações fora de operação por manutenção e dificuldades enfrentadas por passageiros nos terminais. A travessia entre Salvador e Itaparica é considerada uma das principais ligações entre a capital e o Recôncavo baiano, especialmente em períodos de alta demanda.
A ocorrência também repercutiu no meio político. O ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, criticou o estado do sistema e cobrou do governo estadual investimentos na renovação da frota, lembrando a promessa de aquisição de novas embarcações.
Enquanto isso, usuários continuam cobrando melhorias em um serviço considerado essencial para quem depende da travessia diariamente. Entre as principais reivindicações estão a modernização das embarcações, maior regularidade das viagens, redução do tempo de espera e investimentos na infraestrutura dos terminais.
A expectativa agora é pela conclusão da apuração sobre o que provocou o princípio de incêndio e por eventuais medidas que possam reforçar a segurança da operação, em um sistema que segue sendo alvo de críticas recorrentes dos passageiros.