Derrota do Brasil vira palanque: direita usa eliminação para atacar Lula e o PT

Por Redação 06/07/2026, às 09h08 - Atualizado às 09h08

Por Záfya Tomaz

A relação entre futebol e política voltou a ganhar espaço nas redes sociais após a eliminação da Seleção Brasileira para a Noruega, nas oitavas de final da Copa do Mundo de 2026. Pouco depois do apito final, lideranças da direita aproveitaram a derrota para reforçar discursos políticos e fazer críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e ao Partido dos Trabalhadores, transformando o resultado em mais um capítulo da polarização nacional.

O senador Flávio Bolsonaro foi um dos primeiros a comentar o resultado. Em publicação, afirmou que o Brasil não conquistou mais títulos desde a chegada do PT ao poder. “Desde que o PT chegou ao poder, em 2002, o Brasil nunca mais ganhou nada, nem no futebol nem para os brasileiros. Perdemos a Copa, mas vamos ganhar o Brasil!”, escreveu.

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro seguiu a mesma linha e publicou a mensagem: “Perdemos a Copa, mas vamos ganhar o país!”, repetindo um dos slogans utilizados pelo grupo bolsonarista. Já o vereador Carlos Bolsonaro agradeceu à Seleção pela campanha, mas aproveitou a postagem para defender a libertação dos condenados pelos atos de 8 de janeiro. “Valeu, Seleção! Agora todos nós temos que libertar os presos políticos do 8 de janeiro e colocar o Brasil nos trilhos novamente”, escreveu.

O deputado federal Nikolas Ferreira também entrou na discussão. Em vídeo publicado nas redes sociais, o parlamentar voltou a ironizar uma declaração recente de Lula sobre Neymar, chamado pelo presidente de “jogador home office”. Ao comentar o gol marcado pelo atacante na derrota para a Noruega, Nikolas afirmou que “quem chamou a responsabilidade para si foi o jogador home office” e aproveitou para direcionar críticas ao petista.

A utilização de grandes eventos esportivos como instrumento de disputa política não é novidade no Brasil. Em meio às articulações para as eleições de 2026, a Copa do Mundo voltou a servir de palco para a mobilização de discursos e narrativas nas redes sociais.