Antes de usar a caneta emagrecedora, saiba como identificar riscos e golpes

Por Redação 14/07/2026, às 10h26 - Atualizado às 09h40

O aumento do uso de medicamentos análogos ao GLP-1, conhecidos popularmente como “canetas emagrecedoras”, ampliou as dúvidas da população sobre a origem e a regularidade desses produtos no Brasil.

Para esclarecer as diferenças entre medicamentos autorizados, falsificados, experimentais e importados irregularmente, a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) reuniu as principais definições e reforçou a importância de verificar a procedência dos produtos antes do uso.

Um medicamento autorizado é aquele que possui registro sanitário ou outra forma de regularização válida concedida pela Anvisa. Esses produtos passaram pelas avaliações exigidas pelo órgão e podem ser fabricados, importados, distribuídos e comercializados dentro das condições aprovadas.

Já os medicamentos falsificados são aqueles que tiveram identidade, origem, composição, embalagem ou outras características adulteradas para enganar consumidores e profissionais de saúde. Segundo a Anvisa, esses produtos podem apresentar substâncias diferentes das informadas, concentrações inadequadas ou ausência do princípio ativo esperado, oferecendo riscos à saúde.

Os medicamentos experimentais, também chamados de investigacionais, são utilizados exclusivamente em pesquisas clínicas autorizadas. Eles ainda estão em fase de avaliação para comprovar segurança, eficácia e qualidade e não são considerados produtos liberados para uso comercial.

Também existem os medicamentos importados irregularmente, que entram no país sem cumprir as exigências sanitárias da Anvisa, como registro, autorização ou licença obrigatória. Nesses casos, não há garantia de que o produto segue os padrões necessários para venda e utilização.

Recentemente, uma operação conjunta das polícias Civil e Militar apreendeu 124 ampolas do emagrecedor Mounjaro (tirzepatida 15g) no anel viário de Vitória da Conquista, no sudoeste da Bahia.