Presidente da Fecomércio critica tarifaço dos EUA e defende diversificação de mercados para o Brasil

Por Redação 17/07/2026, às 15h00 - Atualizado às 14h47

Por Záfya Tomaz

O presidente da Fecomércio-BA, Kelsor Fernandes, afirmou que o novo tarifaço imposto pelos Estados Unidos preocupa o setor produtivo brasileiro, mas defendeu que o país amplie seus parceiros comerciais para reduzir a dependência do mercado norte-americano.

Segundo ele, o governo brasileiro deve priorizar a negociação diplomática para tentar reverter a medida. “Vemos com preocupação e esperamos que os nossos negociadores encontrem o melhor caminho para reverter essa situação absurda. O Brasil também precisa aprender com isso e diversificar mais os seus parceiros comerciais para não depender tanto dos Estados Unidos”, afirmou.

Kelsor criticou a postura do governo norte-americano e disse que as tarifas afetam não apenas outros países, mas também a própria população dos Estados Unidos. “Os Estados Unidos têm sido um algoz para o mundo. Eles são uma grande potência e acham que podem mandar em qualquer país, prejudicando todo mundo. Mas precisam estar atentos que também estão prejudicando a própria população”, declarou.

Apesar dos impactos iniciais da medida, o presidente da Fecomércio avaliou que o Brasil tem condições de buscar novos mercados para seus produtos. “O Brasil vai sofrer um pouco, mas vai se adaptar. Sempre encontramos outros caminhos para vender os nossos produtos. Os países querem comprar do Brasil e não serão os Estados Unidos que vão prejudicar a nossa economia”, disse.

Kelsor também criticou a adoção de tarifas sem diálogo entre os países e afirmou esperar que a política comercial dos Estados Unidos seja revista no futuro.

“Quem continuar aplicando essas taxas absurdas, de forma unilateral e sem negociação, vai reconhecer que está cometendo erros. Espero que o próximo governo americano reveja esses absurdos praticados pela atual gestão”, concluiu.