Itamaraty orienta brasileiros a não viajarem para áreas de conflito no Oriente Médio

Por Redação 22/07/2026, às 06h34 - Atualizado às 01h25

O Ministério das Relações Exteriores divulgou, nesta terça-feira (21), um alerta consular orientando que brasileiros não viajem para países diretamente afetados pela escalada do conflito no Oriente Médio. A recomendação abrange Irã, Israel, sul do Líbano, Palestina (Faixa de Gaza) e Iêmen.

Na mesma nota, o Itamaraty também desaconselha viagens não essenciais para a Cisjordânia, Síria, Iraque, Líbano, Jordânia, Catar, Kuwait, Emirados Árabes Unidos, Bahrein e Arábia Saudita. Segundo o ministério, até o momento, não há restrições para conexões aéreas nesses países.

O governo brasileiro orienta os cidadãos que já estão nesses locais a acompanharem as atualizações divulgadas pelas embaixadas brasileiras e a seguirem rigorosamente as recomendações de segurança das autoridades locais.

Entre as principais orientações estão evitar multidões e manifestações, não fotografar ou filmar instalações militares, veículos ou agentes de segurança, nem registrar ataques ou outros episódios relacionados ao conflito.

Segundo o Itamaraty, esse tipo de conduta pode resultar em detenção, de acordo com a legislação de alguns dos países envolvidos.

O ministério também recomenda que brasileiros não publiquem, em redes sociais, imagens, vídeos ou comentários sobre o conflito que possam ser interpretados pelas autoridades locais como ofensivos à segurança nacional. Outra orientação é permanecer em casa sempre que possível e só sair após verificar as condições de segurança.

Em caso de cancelamento de voos, a recomendação é procurar a companhia aérea para remarcar as passagens. O governo também orienta que os viajantes verifiquem se os documentos de viagem estão válidos, com pelo menos seis meses de antecedência em relação ao vencimento.

Conflito se intensifica

O alerta foi emitido em meio a uma nova escalada da guerra no Oriente Médio. Nesta terça-feira, a Guarda Revolucionária do Irã informou ter realizado um ataque contra a central de dados da empresa Amazon, localizada no Bahrein.

Em resposta, o Exército do Bahrein confirmou que o país foi alvo de ataques iranianos, classificados como “ilegais contra civis”, e informou que conseguiu interceptar diversos ataques aéreos.

O Irã também anunciou ofensivas contra radares e sistemas de defesa antimíssil dos Estados Unidos instalados no Kuwait, além de ataques direcionados a bases militares norte-americanas na Jordânia.

Do outro lado, o Comando Central dos Estados Unidos informou ter atingido bases militares iranianas, instalações marítimas, locais de lançamento de mísseis e drones e sistemas de defesa aérea do país.

Ainda nesta terça-feira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, ameaçou o complexo nuclear iraniano conhecido como Montanha Pickaxe, nas proximidades das instalações nucleares de Natanz.

A intensificação das hostilidades também provocou reflexos no mercado internacional. O preço do barril do petróleo tipo Brent voltou a subir nesta semana e registrou alta de cerca de 2%, aproximando-se de US$ 90.