Bruno Reis afirma que Jerônimo está “abaixo da média” e “nem deveria ser candidato”

Por Redação 22/07/2026, às 21h35 - Atualizado às 21h35

Da Redação, com informações de Maria Eduarda Moura

O prefeito de Salvador, Bruno Reis (União Brasil), fez duras críticas ao governador Jerônimo Rodrigues (PT) durante a convenção da chapa de oposição realizada nesta quarta-feira (22), no Centro de Convenções de Salvador. Ao comentar o cenário eleitoral, o prefeito afirmou que o atual governador teve um desempenho insuficiente à frente do Estado e declarou que ele “nem deveria ser candidato” à reeleição.

Segundo Bruno, a avaliação da gestão estadual é refletida tanto nas pesquisas internas da oposição quanto na percepção da população. “Nossas pesquisas internas mostram isso, as ruas por onde a gente anda, o voto consolidado, cristalizado, o desejo de mudança, a decepção com a atual gestão, o cansaço dos 20 anos de promessa e enrolação”, afirmou.

O prefeito também criticou obras consideradas estratégicas para a Bahia e disse que projetos anunciados ao longo dos últimos anos não foram concluídos. “As principais promessas deles não saíram do papel. Daí a duplicação da BR-324, o Porto Sul, que é uma enganação, a Ferrovia Oeste-Leste, que era para integrar o Oeste com o Sul, capengando, e a piada que virou a Ponte Salvador-Itaparica”, declarou.

Na sequência, Bruno Reis comparou o cumprimento de promessas de sua gestão à frente da Prefeitura de Salvador com o desempenho atribuído por ele ao governador, citando um levantamento divulgado nesta quarta-feira. “A diferença é clara. Eu fui o prefeito do Brasil que mais cumpriu as promessas no meu primeiro mandato. E Jerônimo foi o governador que menos cumpriu as promessas. Cumpriu 36%, ou seja, nota 3,6”, disse.

Ao concluir a crítica, o prefeito afirmou que a nota atribuída ao governador seria insuficiente e defendeu que ele não disputasse um novo mandato. “Abaixo da média. Cinco é a média. Foi reprovado. Não devia nem ser candidato”, declarou.

As declarações foram feitas durante a convenção que oficializou a chapa de oposição para as eleições deste ano, formada por ACM Neto (União Brasil) como candidato ao governo da Bahia, Zé Cocá (PP) como vice-governador e João Roma (PL) e Angelo Coronel (PSD) na disputa pelas vagas ao Senado.