Por Záfya Tomaz
A urna eletrônica é conectada à internet? É possível acessar o equipamento remotamente? E se faltar energia ou a biometria não funcionar, o eleitor ainda consegue votar? Em ano eleitoral, dúvidas como essas ganham espaço, principalmente diante da quantidade de informações que circulam nas redes sociais.
Para separar o que é fato do que é fake, o secretário de Tecnologia da Informação e Comunicação do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), André Cavalcante, respondeu algumas das principais dúvidas sobre o funcionamento e a segurança das urnas que serão utilizadas nas eleições de 2026.
Uma delas diz respeito à conexão com a internet. Segundo Cavalcante, a urna não fica conectada a nenhum tipo de rede, seja durante a votação ou em qualquer outro momento. “Ela não é conectada em nenhum momento a nenhum tipo de rede, nem rede cabeada, nem Wi-Fi, nem Bluetooth”, explicou. Pelo mesmo motivo, o secretário afirma que não é possível acessar o equipamento remotamente durante a eleição.
Outra dúvida comum envolve a biometria. De acordo com Cavalcante, os dados de identificação e os votos ficam armazenados de forma separada, sem relação entre eles. Caso a biometria não seja reconhecida, o eleitor também não fica automaticamente impedido de votar. Há novas tentativas de identificação e outros procedimentos previstos para confirmar a identidade.
A votação também pode continuar mesmo diante de uma interrupção no fornecimento de energia. As urnas possuem bateria interna que, segundo o secretário, garante aproximadamente dez horas de funcionamento. Se o equipamento apresentar algum problema e precisar ser substituído, a Justiça Eleitoral conta com urnas de contingência. Cavalcante explica que as mídias são transferidas e sincronizadas no equipamento substituto, preservando os votos registrados anteriormente.
Depois que o eleitor aperta a tecla “confirma”, o voto também não pode ser alterado. Segundo o representante do TRE-BA, as informações são criptografadas e assinadas digitalmente após a conclusão da votação.
As urnas ainda passam por testes de segurança antes das eleições. Cavalcante destacou que o TSE realiza, desde 2009, testes públicos que permitem a participação de integrantes da sociedade, universidades e outros órgãos interessados em avaliar os mecanismos de proteção do equipamento.