Ser pai continua fazendo parte da realidade de milhões de brasileiros, mas a forma de construir uma família está mudando. Dados recentes do IBGE mostram o crescimento de lares formados por uma única pessoa e a redução dos modelos familiares tradicionais.
Em 2025, os chamados arranjos nucleares, formados por casais, com ou sem filhos, ou por apenas um dos pais com os filhos, representavam 65,6% dos domicílios brasileiros. Em 2012, eram 68,4%. Já os domicílios com apenas uma pessoa passaram de 12,2% para 19,7% no mesmo período.
Os dados mais detalhados sobre a composição das famílias, divulgados pelo IBGE, também mostram uma mudança importante. Os casais com filhos, que representavam 56,4% das famílias em 2000, passaram a corresponder a 42% em 2022. Enquanto isso, os casais sem filhos praticamente dobraram sua participação, de 13% para 24,1%.
A paternidade também aparece em diferentes formatos. Em 2022, o IBGE identificou 1,2 milhão de famílias formadas por homens sem cônjuge e com filhos. No mesmo ano, eram 7,8 milhões de famílias formadas por mulheres sem cônjuge e com filhos.
Outro dado revela uma mudança no papel de homens e mulheres dentro dos lares. Em 2000, 77,8% das famílias tinham um homem como responsável. Em 2022, o índice caiu para 51,2%. Já a participação das mulheres subiu de 22,2% para 48,8%.
Os números não mostram diretamente quantos homens desejam ou não ser pais, mas revelam que a paternidade está inserida em uma realidade familiar cada vez mais diversa. Há pais que vivem com os filhos, homens que criam as crianças sem um cônjuge, famílias recompostas, casais que optam por não ter filhos e milhões de brasileiros que vivem sozinhos.
No Dia dos Pais, os dados ajudam a olhar para além da comemoração e mostram uma transformação que acontece dentro de casa: a própria ideia de família está mudando e, com ela, também muda a forma de ser pai.