Sarampo acende alerta no Brasil; veja os sintomas que exigem atenção

Por Redação 11/08/2026, às 21h30 - Atualizado às 19h54

O sarampo voltou a exigir atenção das autoridades de saúde diante do risco de reintrodução e disseminação da doença no Brasil. Em junho deste ano, o Ministério da Saúde alertou para o aumento do risco provocado pelo fluxo de viajantes durante a Copa do Mundo de 2026. No mesmo período, a pasta recomendou a aplicação da chamada dose zero da vacina tríplice viral em crianças de 6 meses a 11 meses, faixa considerada mais suscetível à infecção e às formas graves da doença.

Altamente contagioso, o sarampo pode ser transmitido de pessoa para pessoa por meio de partículas expelidas ao tossir, espirrar, falar ou respirar. Uma única pessoa infectada pode transmitir o vírus para até 90% das pessoas próximas que não estejam imunizadas. Os sintomas iniciais podem ser confundidos com os de outras infecções virais e exigem atenção para a identificação da doença.

Principais sintomas do sarampo

  • Febre alta, geralmente acima de 38,5°C;
  • Manchas vermelhas pelo corpo;
  • Tosse seca;
  • Irritação e vermelhidão nos olhos (conjuntivite);
  • Mal-estar intenso.

As manchas costumam surgir entre três e cinco dias após o início dos sintomas, inicialmente no rosto e atrás das orelhas, antes de se espalharem para outras partes do corpo. A febre persistente é considerada um sinal de alerta, principalmente em crianças menores de 5 anos. O sarampo pode evoluir para quadros graves, com complicações como pneumonia, otite média aguda e encefalite, uma inflamação no cérebro que pode deixar sequelas ou levar à morte.

O diagnóstico pode ser realizado inicialmente por avaliação clínica, considerando os sintomas apresentados, mas a confirmação laboratorial é considerada a forma ideal de identificar a doença. São utilizadas amostras de sangue e, conforme a avaliação médica, secreções da orofaringe, nasofaringe e urina. Não existe tratamento específico contra o sarampo, e os medicamentos utilizados têm como objetivo aliviar os sintomas. Em caso de suspeita, a orientação é procurar um serviço de saúde e não utilizar medicamentos por conta própria.

A principal forma de prevenção é a vacinação. Na rotina dos serviços de saúde, estão disponíveis as vacinas tríplice viral, que também protege contra caxumba e rubéola, e tetraviral, que inclui a proteção contra varicela. Crianças, adolescentes e adultos devem seguir as recomendações do Calendário Nacional de Vacinação. Em situações de surto ou risco de exposição, estratégias específicas podem ser adotadas pelas autoridades de saúde, incluindo a aplicação de uma dose em crianças a partir dos 6 meses.