Saiba onde mulheres vítimas de violência podem buscar ajuda em Salvador

Por Redação 22/08/2026, às 15h07 - Atualizado às 13h18

Mulheres que sofrem algum tipo de violência podem buscar atendimento gratuito em três unidades especializadas de Salvador. Os espaços oferecem acolhimento, escuta qualificada, acompanhamento psicológico e social, além de encaminhamentos para serviços que integram a rede de proteção.

O atendimento começa com uma escuta realizada por uma técnica do serviço. Na sequência, psicólogas e assistentes sociais dão continuidade ao acompanhamento, avaliando as necessidades de cada caso e orientando a mulher sobre os serviços disponíveis.

Quando necessário, as unidades fazem encaminhamentos para a Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), Defensoria Pública, unidades de saúde e outros órgãos da rede de proteção.

Além do atendimento individual, os centros também realizam ações de prevenção em comunidades, como rodas de conversa e atividades voltadas à identificação de situações de violência e sinais de relacionamentos abusivos.

Atendimento e acolhimento

Neste ano, foram realizados 8.160 atendimentos nos equipamentos. Entre os tipos de violência mais comuns estão a psicológica, a patrimonial e a moral.

Para mulheres que precisam deixar o local onde vivem como medida de proteção, a Casa de Acolhimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce (Camsid) funciona 24 horas e tem capacidade para receber até 18 mulheres vítimas de violência doméstica e familiar, acompanhadas ou não de filhos de até 12 anos.

A unidade oferece moradia temporária, orientação, encaminhamento jurídico e atendimento psicossocial. A equipe multidisciplinar é formada por enfermeiras, assistentes sociais, psicólogas, advogadas e plantonistas.

As mulheres acolhidas também participam de capacitações profissionais, rodas de conversa e atividades de orientação em saúde.

Segundo Fernanda Cerqueira, diretora de Política para Mulheres, o atendimento busca contribuir para que as mulheres consigam romper o ciclo de violência e tenham acesso a outros serviços necessários.

“A equipe multidisciplinar, através do atendimento, fortalece essas mulheres para que elas façam um plano de vida e saiam do ciclo de violência. Os centros também têm o papel de fazer os encaminhamentos qualificados para os demais pontos da rede, o fortalecimento da cidadania dessas mulheres e o acesso a serviços, como os de saúde”, afirma.

Os equipamentos também atuam em situações de violência patrimonial. Uma parceria com a Associação de Registro Público permite que mulheres atendidas tenham acesso à emissão de certidões, o que pode contribuir para a garantia de direitos. A retirada ou retenção de documentos pode ser utilizada como forma de violência patrimonial e dificultar o acesso a serviços.

Onde buscar ajuda

Centro de Referência de Atendimento à Mulher em Situação de Violência Loreta Valadares (CRAMLV)

📍 Casa da Mulher Brasileira, Avenida Tancredo Neves, Caminho das Árvores
🕐 Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
📞 (71) 3202-7396

Centro de Referência Especializado de Atendimento à Mulher Arlette Magalhães (CREAM)

📍 Rua José Seixas Filho, Fazenda Grande II, Cajazeiras
🕐 Segunda a sexta-feira, das 8h às 17h
📞 (71) 3202-7380

Casa de Acolhimento à Mulher Soteropolitana Irmã Dulce (Camsid)

📍 Rua Léllis Piedade, nº 63, Ribeira
🕐 Atendimento 24 horas
📞 (71) 3202-7399

Os três equipamentos fazem parte da rede municipal de atendimento às mulheres em situação de violência. O acesso aos serviços é gratuito.