Por Mirian Silva
Celebrada entre os dias 1º e 7 de agosto, a Semana Mundial do Aleitamento Materno reforça a importância da amamentação para a saúde e o desenvolvimento infantil. A mobilização integra o Agosto Dourado, campanha nacional que busca conscientizar a população sobre os benefícios do leite materno e fortalecer a rede de apoio às mães.
Considerado o alimento mais completo para os primeiros meses de vida, o leite materno fornece todos os nutrientes essenciais para o crescimento do bebê, fortalece o sistema imunológico e contribui para a redução da mortalidade infantil. Apesar dos avanços registrados nos últimos anos, o Brasil ainda enfrenta desafios para ampliar os índices de aleitamento materno exclusivo até os seis meses de idade.
Para marcar a data, o Portal Taktá conversou com duas mulheres que vivem momentos diferentes da maternidade. A Caroline Pimentel, mãe de Pedro, de nove meses, relembrou as dificuldades enfrentadas após o nascimento do filho e explicou como a fórmula infantil, sob orientação médica, foi importante durante esse período. Já a gestante Ingrid Mendes, que espera o primeiro filho, compartilhou como tem se preparado para a amamentação e as expectativas para viver essa experiência pela primeira vez.
“A fórmula foi uma aliada, não um fracasso”
Caroline conta que a amamentação começou de forma tranquila, mas rapidamente surgiram dificuldades.
“Nos dois primeiros dias no hospital foi tranquilo. No terceiro dia meu peito já começou a ferir e ficou muito doloroso. Mesmo com as enfermeiras ajustando a pega, meu peito machucou bastante.”
A situação se agravou quando Pedro completou apenas oito dias de vida.
“Percebi que ele estava amarelado, muito irritado e emagrecendo bastante, mesmo mamando. Na emergência descobriram que ele estava com a bilirrubina alterada e havia perdido mais de 20% do peso de nascimento.”
Diante do quadro, a orientação médica foi iniciar a complementação com fórmula infantil.
“Eu não tive medo nem bloqueio. Sabia que era essencial para o bem do meu filho. A vontade de toda mãe é amamentar exclusivamente, mas a fórmula foi uma aliada para mim.”
Mesmo produzindo leite, Caroline relata que o filho mamava por muito tempo, tornando a rotina extremamente cansativa.
“Eu sentia muito cansaço, muita fome e me sentia muito fraca. A fórmula me ajudou porque deu um descanso para mim e também para o peito.”
Segundo ela, a adaptação entre leite materno e fórmula aconteceu de forma tranquila.
Hoje, Caroline faz questão de deixar uma mensagem para outras mães que enfrentam situações semelhantes.
“A amamentação é maravilhosa e o leite materno é o melhor alimento para o bebê, mas a mãe também precisa estar bem. Não adianta se sacrificar e deixar de cuidar da própria saúde física e mental. Se houver orientação médica ou necessidade, converse com o pediatra e busque alternativas. O uso da fórmula não diminui a maternidade de ninguém.”
Informação e acolhimento desde a gestação
Enquanto Caroline já viveu os desafios da amamentação, Ingrid ainda aguarda a chegada do primeiro filho, Heitor, e tem buscado se preparar para esse momento por meio de informação e orientação profissional.
“Tenho vivido minha gestação com muito amor, responsabilidade e dedicação. Para me preparar para a amamentação, tenho buscado informações confiáveis, conversado com profissionais e esclarecido dúvidas sobre esse momento tão importante para mim e para o bebê.”
Ela afirma que entende a maternidade como um processo de aprendizado contínuo e evita comparações com outras experiências.
“Aprendi que a maternidade e a amamentação são processos construídos dia após dia. É uma experiência única e eu não posso comparar o meu processo com o de ninguém.”
Mesmo sabendo que poderá enfrentar desafios, Ingrid pretende viver essa fase com tranquilidade.
“Sei que podem surgir dificuldades, mas desejo viver essa experiência com paciência, confiança e leveza, sempre aberta a buscar orientação e apoio quando for necessário.”
A futura mãe afirma que seu maior desejo é proporcionar ao filho um início de vida cercado de afeto.
“Meu maior objetivo é oferecer ao meu bebê um começo de vida cercado de amor, cuidado e acolhimento, fortalecendo esse vínculo que começa logo nos primeiros meses.”
Expectativas para um novo começo
Além da preparação, Ingrid também compartilha as expectativas para quando Heitor nascer.
Apesar do entusiasmo, ela reconhece que a prática pode ser diferente do planejado.
“Existe um pouco de receio por não saber exatamente como será na prática e por querer que tudo aconteça da melhor forma possível.”
Ainda assim, garante que pretende enfrentar as dificuldades com calma e apoio.
“Meu maior desejo é conseguir amamentar com tranquilidade, oferecendo ao meu filho carinho e todos os benefícios que esse momento proporciona. E, se surgirem dificuldades, espero acolhê-las com calma e buscar orientação com profissionais e com minha rede de apoio.”
As histórias de Caroline e Ingrid mostram que a amamentação pode ser vivida de maneiras diferentes. Enquanto uma mãe encontrou na fórmula, com indicação médica, uma aliada para garantir a saúde do filho, outra se prepara para iniciar essa jornada com informação, apoio e expectativas positivas. Em comum, ambas reforçam a importância do acolhimento, da orientação profissional e do respeito às particularidades de cada maternidade.