Bahia tem a maior taxa de desemprego do país, diz IBGE

Por Redação 14/02/2025, às 12h20 - Atualizado às 12h03

O quarto trimestre de 2024 apresentou um panorama do mercado de trabalho brasileiro, conforme dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (Pnad Contínua), divulgados nesta sexta-feira (14) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). As maiores taxas de desemprego foram registradas na Bahia e Pernambuco (10,8%) e no Distrito Federal (9,6%), enquanto os estados de Mato Grosso (2,6%), Santa Catarina (2,9%) e Rondônia (3,3%) destacaram-se com as menores taxas.

O estudo revela que, em termos de desemprego, o Brasil alcançou a menor taxa histórica da série, com 6,6% de desocupação. No entanto, 14 unidades da federação registraram as menores taxas de desocupação de suas séries históricas, como Rio Grande do Norte (8,5%) e São Paulo (6,2%).

Além disso, a taxa média anual de subutilização da força de trabalho foi de 16,2%, com o Piauí apresentando a maior taxa (32,7%), seguido pela Bahia (28,9%) e Alagoas (26,4%). Já as menores taxas de subutilização foram observadas em Santa Catarina (5,5%), Rondônia (7,0%) e Mato Grosso (7,7%).

Outro ponto destacado pela pesquisa foi a informalidade no mercado de trabalho, com uma média anual de 39% de trabalhadores informais no país. Os estados com as maiores taxas de informalidade foram o Pará (58,1%), Piauí (56,6%) e Maranhão (55,3%), enquanto Santa Catarina (26,4%), Distrito Federal (29,6%) e São Paulo (31,1%) tiveram as menores.

O rendimento médio habitual no país foi de R$ 3.225, com os maiores valores registrados no Distrito Federal (R$ 5.043), São Paulo (R$ 3.907) e Paraná (R$ 3.758). As menores médias de rendimento foram observadas no Maranhão (R$ 2.049), Ceará (R$ 2.071) e Bahia (R$ 2.165).

Em relação ao gênero, a taxa de desocupação foi mais alta entre as mulheres (7,6%) do que entre os homens (5,1%). A pesquisa também revelou disparidades raciais, com a taxa de desemprego para negros (pretos e pardos) sendo superior à dos brancos.

No quarto trimestre de 2024, o Brasil registrou uma redução no número de pessoas buscando emprego há mais de dois anos, caindo 8,6% em comparação com o mesmo período de 2023. Por outro lado, 73,4% dos empregados do setor privado tinham carteira de trabalho assinada, com Santa Catarina (87,9%) e São Paulo (81,2%) liderando os índices de formalização.

Este relatório também destaca o crescimento da massa de rendimento real do país, que alcançou R$ 339,5 bilhões, impulsionado especialmente pelas regiões Nordeste, Sudeste e Sul. A Região Sudeste, com R$ 172,7 bilhões, teve a maior massa de rendimento real registrada na série histórica da pesquisa.