O mercado de viagens na América Latina segue em crescimento, com o Brasil consolidado como o principal protagonista. Segundo um relatório da Phocuswright, empresa especializada em pesquisas sobre o setor de turismo, o mercado regional cresceu 29% em 2023, alcançando um valor bruto de reservas de US$ 70,1 bilhões. O destaque ficou por conta do Brasil, que registrou um avanço de 37%, representando R$ 218 bilhões no volume de expansão.
Analistas atribuem o crescimento do turismo brasileiro à maior estabilidade econômica, resultado de políticas governamentais, incluindo ações do Ministério do Turismo (MTur). O setor aéreo reforça esse panorama: em 2023, o país recebeu 5,9 milhões de turistas estrangeiros, um aumento expressivo de 62,7% em relação a 2022.
“O turismo, tanto doméstico quanto internacional, tem crescido exponencialmente, especialmente na América Latina. Até setembro de 2024, registramos a visita de 4,9 milhões de estrangeiros, com números ainda a serem contabilizados nos últimos meses do ano”, destacou o ministro do Turismo, Celso Sabino. A Argentina foi o principal país emissor, com 1,4 milhão de visitantes, seguida por Estados Unidos (518 mil) e Chile (454 mil).
Os turistas estrangeiros gastaram cerca de R$ 30 bilhões no Brasil em 2023, um aumento de 25% em relação ao ano anterior. Segundo o Banco Central, esse foi o melhor resultado para o período nos últimos 10 anos, refletindo a retomada e o fortalecimento do setor.
Turismo doméstico
O turismo nacional acompanha esse crescimento. De janeiro a setembro de 2024, 68,7 milhões de passageiros viajaram em voos domésticos, um aumento de 4,3% em relação ao mesmo período de 2023. Destes, cerca de 80% voaram para destinos dentro do país, representando 7,9 milhões de novos passageiros.
Para ampliar o acesso ao turismo doméstico, o Ministério do Turismo renovou o Programa Conheça o Brasil Voando, em parceria com as principais companhias aéreas do país. O anúncio foi feito no último dia 11, na sede do MTur, em Brasília.
A renovação trará um aumento de 10,7% nos voos disponíveis e uma expansão de 12% no número de assentos, alcançando 29,8 milhões. O programa busca diversificar a malha aérea e facilitar o acesso dos brasileiros a destinos turísticos, especialmente durante o verão.
Com um valor bruto de reservas previsto para alcançar US$ 95,8 bilhões até 2027 na América Latina, o Brasil se posiciona como líder na região. A combinação de políticas públicas, aumento da conectividade aérea e valorização dos destinos nacionais e internacionais coloca o país no centro das atenções do setor turístico, com perspectivas ainda mais promissoras para os próximos anos.