A edição 2025 da Campanha Nacional de Identificação de Pessoas Desaparecidas tem início nesta terça-feira (5) na Bahia. Promovida pelo Ministério da Justiça, a ação segue até 15 de agosto, com atuação conjunta da Defensoria Pública da União (DPP) e do Departamento de Polícia Técnica (DPT), em Salvador e no interior do estado.
A campanha será dividida em três fases. Na primeira, haverá coleta de amostras de DNA de familiares de pessoas desaparecidas, mediante apresentação de boletim de ocorrência. A segunda etapa é voltada à coleta de impressões digitais e material genético de pessoas vivas sem identidade confirmada. A última fase analisa digitais de corpos não identificados, armazenadas nas unidades federativas.
Entre janeiro e junho de 2025, foram registrados mais de 2.042 casos de desaparecimento na Bahia. Em Salvador, o atendimento será feito por duas equipes. Uma funcionará na Delegacia Móvel do DPT, na Avenida Centenário, das 9h às 17h, entre os dias 5 e 8 de agosto. A outra atenderá na sede da DPP, no prédio do Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), em Itapuã, das 8h30 às 12h e das 13h30 às 18h. Delegados, escrivães e investigadores estarão disponíveis para registrar ocorrências e orientar os familiares.
No interior, o Departamento de Polícia do Interior (Depin) dará suporte às famílias, indicando unidades responsáveis em cada região e auxiliando no registro dos casos.
Durante a campanha, o DPT também fará o cadastramento de familiares e a coleta de amostras genéticas para inclusão no Banco de Perfis, por meio do Laboratório Central de Polícia Técnica. O objetivo é cruzar os dados com ossadas encaminhadas ao Instituto Médico Legal Nina Rodrigues (IMLNR).
As amostras de pessoas vivas e falecidas com identidade desconhecida também serão enviadas ao Banco Nacional de Perfis Genéticos, que reúne dados coletados por 23 laboratórios da rede nacional de genética forense.
A população pode utilizar canais permanentes de busca e orientação, como o WhatsApp da DPP (71 99631-6538), o perfil @desaparecidospcba no Instagram, o site desaparecidos.policiacivil.ba.gov.br e o Disque Denúncia 181.