O Ministério da Saúde confirmou a identificação, no Brasil, do subclado K da Influenza A (H3N2), conhecido como “gripe K”, em amostras analisadas no Pará, segundo o Informe de Vigilância das Síndromes Gripais da Semana Epidemiológica 49, divulgado em 12 de dezembro. Também foi detectado o subclado J.2.4 do mesmo vírus. Ambos já circulavam na América do Norte, Europa e Ásia antes de chegarem ao país.
De acordo com a pasta, o aumento da circulação da Influenza A (H3N2) no Brasil antecede a identificação desses subclados e, até o momento, não há evidências de maior gravidade clínica associada a essas variantes. Os sintomas seguem os tradicionais da gripe: febre, dores no corpo, tosse e cansaço, com atenção para piora rápida e falta de ar.
O informe aponta crescimento ou manutenção das internações por Influenza A nas regiões Norte (Amazonas, Pará e Tocantins), Nordeste (Bahia, Piauí e Ceará) e no Sul (Santa Catarina). No Sudeste, a tendência é de redução gradual das hospitalizações.
A Opas e a OMS alertam que a temporada de gripe nas Américas pode começar mais cedo em 2026 e ter maior impacto, devido ao aumento global do influenza A (H3N2), especialmente do subclado K (J.2.4.1), já identificado em dezenas de países desde agosto de 2025. Apesar disso, não há aumento relevante de internações em UTI ou mortes até agora.
As entidades reforçam que temporadas dominadas pelo H3N2 costumam afetar mais idosos. Por isso, destacam a vacinação como principal medida de prevenção, sobretudo para idosos, crianças, gestantes, pessoas com doenças crônicas e imunocomprometidos, grupos que concentram 70% a 80% das mortes por influenza, segundo a SBIm.