Casos de bronquiolite caem na maior parte do país, aponta Fiocruz

Por Redação 16/07/2026, às 21h05 - Atualizado às 18h30

Os casos de vírus sincicial respiratório (VSR), principal causa de bronquiolite em crianças pequenas, estão em queda na maior parte do Brasil. A informação consta no Boletim InfoGripe, divulgado nesta quinta-feira (16) pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), que aponta redução das internações por Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), especialmente entre crianças de até 4 anos.

Segundo o levantamento, a diminuição dos casos graves nessa faixa etária é impulsionada principalmente pela queda das hospitalizações causadas pelo VSR. Apesar da melhora no cenário nacional, a incidência da síndrome respiratória ainda permanece elevada em alguns estados.

De acordo com a Fiocruz, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul apresentam incidência de SRAG em níveis de alerta, risco ou alto risco, com tendência de crescimento no longo prazo.

Entre adolescentes, adultos e idosos, a redução das internações está relacionada principalmente à queda dos casos provocados pelo vírus influenza A. Já entre crianças de 5 a 14 anos, o recuo é atribuído à diminuição das infecções graves por rinovírus.

O boletim também mostra que, nas últimas oito semanas epidemiológicas, a maior incidência de SRAG continua concentrada em crianças de até 2 anos, enquanto a maior mortalidade ocorre entre pessoas com 65 anos ou mais. Nos idosos, a principal causa dos óbitos é a influenza A, doença que possui vacina disponível gratuitamente no Sistema Único de Saúde (SUS).

Em 2026, o Brasil já registrou 115.203 casos de SRAG. Destes, 60.200 tiveram confirmação laboratorial para algum vírus respiratório. Entre os diagnósticos positivos, 40,2% foram provocados pelo vírus sincicial respiratório, 30,2% por rinovírus, 20,8% por influenza A, 4,5% por influenza B e 4,5% por Sars-CoV-2, vírus causador da Covid-19.

A Fiocruz reforça a importância de manter medidas de prevenção, como higienizar as mãos com frequência, cobrir nariz e boca ao tossir ou espirrar, evitar contato com outras pessoas em caso de sintomas respiratórios e manter a vacinação em dia.