Os consumidores que sofreram prejuízos com a 123Milhas têm até a próxima terça-feira (26) para verificar e corrigir os valores a receber ou para solicitar a inclusão de seus nomes na lista de credores da empresa. O procedimento deve ser feito exclusivamente no site da Administradora Judicial, conforme estabelecido pela Justiça de Minas Gerais.
A Defensoria Pública de Minas Gerais (DPMG) preparou uma cartilha para orientar os consumidores sobre como agir em diferentes cenários: verificar valores, corrigir informações ou realizar novos pedidos de inclusão na lista. A cartilha também ensina como completar esses passos de maneira autônoma pela internet.
A DPMG alerta que os consumidores não devem deixar para a última hora, pois há prazos legais para reunir e apresentar a documentação necessária. O Procon-SP reforça que, mesmo quem já buscou órgãos de defesa do consumidor, deve formalizar sua habilitação no processo de recuperação judicial para garantir que seja reconhecido como credor.
“Esse momento é crucial para identificar todos os credores e balancear o patrimônio disponível com o montante da dívida”, explicou Patrícia Dias, assessora técnica do Procon-SP. Ela também enfatizou a importância de registrar dados e documentação no site indicado para evitar a exclusão do processo.
A crise da 123Milhas começou em agosto de 2023, quando a empresa suspendeu a emissão de passagens e pacotes da linha Promo e propôs reembolsos por meio de vouchers. Em 29 de agosto, a empresa entrou com pedido de recuperação judicial para lidar com dívidas que totalizam R$ 2,3 bilhões. No entanto, o processo enfrentou interrupções, sendo suspenso pela Justiça em janeiro de 2024 para reavaliação das condições financeiras da empresa e das associadas Lance Hotéis e MaxMilhas.
Fundada em 2016, a 123Milhas rapidamente se tornou uma gigante do setor de turismo online, mas a crise expôs sua vulnerabilidade financeira. A recuperação judicial busca assegurar o cumprimento de compromissos com clientes, fornecedores e ex-colaboradores, mas o futuro da empresa ainda depende de decisões judiciais e da organização de seu patrimônio.
Os consumidores devem acessar o site indicado pela Justiça, verificar seus dados na Lista de Credores e corrigir eventuais divergências até o prazo estipulado. Para mais informações, é recomendada a leitura da cartilha da DPMG, disponível no site da Defensoria.