Dívida bruta do Brasil atinge 76,6% do PIB, revela relatório

Por Redação 31/07/2025, às 16h00 - Atualizado às 15h55

As contas públicas brasileiras fecharam junho de 2025 com déficit primário de R$ 47,1 bilhões, envolvendo União, estados, municípios e estatais. O valor é maior do que o registrado no mesmo mês de 2024 (R$ 40,8 bilhões), reflexo de despesas crescendo mais que as receitas.

Apesar do resultado negativo no mês, o acumulado do ano aponta superávit primário de R$ 22 bilhões, uma melhora de R$ 65,5 bilhões em relação ao primeiro semestre de 2024. Essa melhora tem influência do calendário de pagamento dos precatórios, que no ano passado foi antecipado.

Nos últimos 12 meses encerrados em junho, o setor público teve superávit de R$ 17,9 bilhões (0,15% do PIB), enquanto em 2024 o déficit foi de R$ 47,5 bilhões.

Por esfera de governo, o Governo Central teve déficit de R$ 43,5 bilhões em junho. Estados também fecharam no negativo (R$ 1,3 bilhão), enquanto os municípios registraram superávit de R$ 400 milhões. As estatais (excluindo Petrobras e Eletrobras) também pioraram o saldo, com déficit de R$ 2,6 bilhões.

Os gastos com juros da dívida caíram para R$ 61 bilhões, influenciados por ganhos nas operações de swap cambial. Ainda assim, o resultado nominal do mês (déficit primário + juros) ficou negativo em R$ 108 bilhões, abaixo dos R$ 135,7 bilhões de junho de 2024.

A dívida líquida do setor público chegou a R$ 7,7 trilhões (62,9% do PIB), a maior da série histórica. Já a dívida bruta alcançou R$ 9,3 trilhões (76,6% do PIB), ambas impactadas pela alta do dólar e pelo déficit do mês.