A Dívida Bruta do Governo Geral aumentou, segundo relatório divulgado pelo Banco Central nesta quinta-feira (30). Essa relação engloba o Governo Federal, o INSS (Instituto Nacional do Seguro Social) e os governos estaduais e municipais, calculados como proporção do Produto Interno Bruto (PIB).
A dívida bruta geral está agora em 80,1%, sendo o maior nível desde julho de 2021, quando alcançou 80,3% do PIB. Em valores nominais, o mais recente aumento foi de R$ 178 bilhões, segundo o banco. O resultado consta no relatório “Estatísticas Fiscais”.
O valor atual é 7,5 pontos porcentuais menor que o ápice da dívida geral, ocorrido durante a pandemia de Covid-19, com pico de 87,6% do PIB devido às medidas fiscais tomadas em 2020.
Ainda no relatório desta quinta-feira, foi registrado que a Dívida Líquida do Setor Público atingiu 66,8% do PIB (R$ 8,6 trilhões) em março, mês em que o setor foi deficitário em R$ 80,7 bilhões. Este é o maior déficit para o mês desde 2002.
No período, o Governo Central, os governos regionais e as empresas estatais apresentaram déficits. Confira:
Governo Central: déficit de R$ 74,8 bilhões;
Estatais: déficit de R$ 468,55 milhões;
Governos regionais (estados e municípios): déficit de R$ 5,4 bilhões.