Dólar cai pela sétima vez seguida e bolsa fecha no maior nível desde setembro

Por Redação 29/04/2025, às 00h05 - Atualizado às 02h56

O mercado financeiro teve mais um dia de recuperação nesta segunda-feira (28), impulsionado por fatores internos. O dólar comercial caiu pela sétima sessão consecutiva, enquanto a bolsa de valores renovou o maior patamar desde setembro do ano passado.

A moeda norte-americana encerrou o dia vendida a R$ 5,648, com recuo de 0,68% (queda de R$ 0,039). A cotação começou o pregão estável, oscilou ao longo do dia e fechou próxima das mínimas. No acumulado de abril, o dólar registra queda de 1,02% e, em 2025, o recuo já chega a 8,6%. Apenas nos últimos sete pregões, a desvalorização foi de 4,11%.

O recuo desta segunda-feira levou o dólar ao menor nível desde 3 de abril.

O movimento positivo também se refletiu na bolsa de valores. O Ibovespa fechou em 135.015 pontos, com alta de 0,2%, impulsionado pela valorização das ações de bancos, construtoras e empresas de educação, que compensaram as perdas dos papéis de petroleiras — afetados por nova queda do petróleo no mercado internacional.

Fatores internos impulsionam o real

Sem grandes novidades no cenário externo, como a guerra comercial entre Estados Unidos e China, o mercado foi guiado por fatores internos.

Uma declaração do presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, indicando que as expectativas de inflação continuam desconfortáveis, aumentou as apostas de que a Taxa Selic (os juros básicos da economia) possa ser elevada na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), prevista para a próxima semana.

Taxas de juros mais altas no Brasil tendem a atrair investimentos estrangeiros em busca de maior rendimento, o que fortalece o real frente ao dólar. Esse movimento fez com que a moeda brasileira destoasse de outras divisas de mercados emergentes, como os pesos mexicano e chileno, que registraram desvalorização no dia.