O dólar à vista encerrou o ano com leve queda de 0,22% nesta segunda-feira, cotado a R$ 6,179. Apesar do recuo pontual, a moeda norte-americana acumulou alta de 27,36% em 2024, registrando o maior avanço desde 2020, quando subiu 29,3%.
A valorização do dólar foi impulsionada pela combinação de incertezas fiscais no Brasil e mudanças na política de juros nos Estados Unidos, além de saídas expressivas de capital estrangeiro. A cotação máxima do ano foi registrada em dezembro, com a moeda alcançando R$ 6,2679, a mais alta da história.
Para conter a escalada, o Banco Central realizou intervenções diretas, com a venda de US$ 15 bilhões no mês de dezembro, incluindo US$ 1,815 bilhão apenas nesta segunda-feira.
Previsões para 2025
O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, elevou pela nona vez consecutiva a projeção do dólar para o próximo ano, agora estimado em R$ 5,96. Em contraste, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) aprovada pelo Parlamento prevê uma taxa média de câmbio de R$ 4,98 para 2025, indicando otimismo em relação à política fiscal e ao equilíbrio nas contas públicas.