A Fundação Oswaldo Cruz firmou acordo com a farmacêutica brasileira EMS para produzir medicamentos injetáveis usados no tratamento da diabetes tipo 2 e da obesidade, conhecidos como canetas aplicadoras. A fabricação começa na unidade da EMS, em São Paulo, e será transferida gradualmente para o Complexo Tecnológico de Medicamentos de Farmanguinhos, no Rio de Janeiro, junto com a tecnologia das substâncias liraglutida e semaglutida.
Segundo a Fiocruz, a iniciativa marca o início da preparação da instituição para fabricar também medicamentos injetáveis, incorporando uma nova forma farmacêutica e fortalecendo o Complexo Econômico-Industrial da Saúde.
O ministro da Saúde, Alexandre Padilha, destacou que o acordo amplia a produção nacional e pode reduzir o custo para os consumidores. Ele lembrou que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) convocou outras empresas com produtos similares, conhecidos como peptídeos, a registrarem suas fórmulas para aumentar a concorrência e a oferta no país.
A expectativa é que as canetas possam ser oferecidas no Sistema Único de Saúde. Em junho, a Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS abriu consulta pública para avaliar a inclusão da semaglutida no atendimento, etapa que antecede a decisão sobre a incorporação do medicamento à rede pública.