A indústria brasileira de máquinas e equipamentos começou 2025 em ritmo de crescimento. Nos dois primeiros meses do ano, o setor alcançou R$ 43,3 bilhões em receita de vendas, um avanço de 16,9% em relação ao mesmo período de 2024, segundo dados divulgados nesta quarta-feira (2) pela Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq).
Esse é o primeiro resultado positivo para o setor no acumulado de janeiro e fevereiro desde 2021, quebrando uma sequência de três anos consecutivos de retração no início do ano.
Entre os segmentos que impulsionaram o desempenho estão os de máquinas para a fabricação de bens de consumo, para a agricultura e para a construção civil, que apresentaram melhora na demanda.
Exportações recuam, mas América do Sul se destaca
Apesar do desempenho interno positivo, as exportações do setor somaram US$ 1,6 bilhão no primeiro bimestre, queda de 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.
Os maiores recuos foram registrados nos segmentos de máquinas para construção (-25,4%), indústria de transformação (-12,3%) e componentes (-10,5%). No recorte por destino, as exportações para a América do Norte sofreram a maior queda (-26,8%), com recuos de 26,8% para os Estados Unidos, 30,6% para o México e 13,1% para o Canadá.
Por outro lado, a América do Sul foi na contramão da tendência global e registrou aumento de 12,4% nas importações de máquinas brasileiras. O destaque foi a Argentina, que ampliou suas compras em 73,4%, especialmente nos segmentos agrícola e de construção civil.
Com esse desempenho, a América do Sul voltou a liderar como principal destino dos equipamentos fabricados no Brasil, respondendo por 35,5% das exportações totais do setor, informou a Abimaq.