Ministro do STF suspende visitas a tenente-coronel preso; saiba mais

Por Redação 30/12/2024, às 20h59 - Atualizado às 22h43

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), ordenou a suspensão do direito de visitas ao tenente-coronel Rodrigo Bezerra Azevedo, oficial do Exército detido desde novembro pela Operação Contragolpe, da Polícia Federal.

A decisão foi motivada por um incidente envolvendo a irmã do militar, Dhebora Bezerra de Azevedo, que tentou entregar ao irmão uma caixa de panetone contendo, além do alimento, um fone de ouvido, um cabo USB e um cartão de memória. O caso ocorreu no último sábado (28), na carceragem do Batalhão de Polícia do Exército de Brasília (BPEB), onde Azevedo cumpre prisão preventiva.

O advogado de Azevedo, Jeffrey Chiquini, declarou à Agência Brasil que apresentará uma petição ao STF para reverter a suspensão das visitas. Segundo ele, a medida afeta indevidamente outros familiares. “Provavelmente, vamos entrar com pedido para individualizar as condutas. Suspender todas as visitas é demais”, afirmou.

Chiquini relatou ainda ter conversado com Dhebora Bezerra, que classificou o episódio como um mal-entendido. “Ela confirmou a tentativa de entregar o material, mas não chegou a acessar o presídio nem a entrar com os itens.”

Histórico do caso

Integrante das Forças Especiais do Exército, conhecidas como “kidon pretos”, Azevedo é suspeito de envolvimento em uma ação clandestina que teria como alvo o próprio ministro Alexandre de Moraes. Segundo o inquérito da Polícia Federal, ele usava o codinome “Brasil” em mensagens interceptadas pelos investigadores, associadas à operação ocorrida em 15 de dezembro de 2022.

A defesa nega as acusações. O advogado de Azevedo afirmou que o militar estava em casa, em Goiânia, no dia dos fatos, celebrando seu aniversário com a família. Além disso, sustenta que não há provas que vinculem seu cliente ao codinome identificado pela PF.