Moraes adverte Bolsonaro por uso de redes sociais e ameaça com prisão preventiva

Por Redação 22/07/2025, às 02h05 - Atualizado 21/07/2025 às 18h45

O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), advertiu nesta segunda-feira (21) o ex-presidente Jair Bolsonaro por descumprimento de medidas cautelares impostas contra ele no âmbito de investigação sobre tentativa de golpe de Estado. A manifestação do ministro foi motivada pela publicação de links de entrevistas recentes feitas por Bolsonaro nas redes sociais, o que fere a proibição expressa de uso dessas plataformas.

Moraes deixou claro que a medida cautelar veda a utilização de redes sociais, direta ou indiretamente, inclusive a divulgação de áudios, vídeos ou transcrições de entrevistas, por meio de perfis próprios ou de terceiros. O ministro alertou que a violação da restrição pode levar à decretação da prisão preventiva do ex-presidente.

“A utilização de redes sociais, mesmo por intermédio de terceiros, para veiculação de conteúdos relacionados às investigações, representa descumprimento das medidas cautelares impostas, podendo acarretar na imediata revogação da liberdade e decretação da prisão”, afirmou Moraes.

Entenda o caso

As restrições foram impostas na semana passada no mesmo inquérito em que Eduardo Bolsonaro (PL-SP), filho do ex-presidente, é investigado por articulações com o governo de Donald Trump para pressionar o Estado brasileiro e o Supremo Tribunal Federal. As ações teriam como objetivo barrar a tramitação da ação penal sobre tentativa de golpe e promover sanções internacionais contra ministros do STF.

Medidas cautelares impostas a Jair Bolsonaro:

  • Uso obrigatório de tornozeleira eletrônica;
  • Recolhimento domiciliar noturno entre 19h e 6h nos dias úteis e integral nos fins de semana e feriados;
  • Proibição de usar redes sociais, direta ou indiretamente;
  • Proibição de contato com embaixadores ou autoridades estrangeiras;
  • Proibição de se aproximar de embaixadas e consulados de países estrangeiros;
  • Proibição de manter contato com Eduardo Bolsonaro e demais investigados da suposta trama golpista.