A partir de 1º de janeiro a 30 de junho, mulheres que completam 18 anos em 2025 poderão realizar o alistamento militar voluntário. A nova medida foi anunciada na tarde da quarta-feira (13), pelo Ministério de Defesa, em coletiva de imprensa. Serão cerca de 1,5 mil vagas em 28 municípios de 13 estados e no Distrito Federal ofertadas, dividindo-se entre Marinha, exército e aeronáutica. O procedimento de alistamento será semelhante ao já realizado atualmente para os homens.
Na visão do subchefe de Mobilização da Defesa, Contra-Almirante André Gustavo Guimarães, a inserção de mulheres no serviço militar será de grande valia e garantirá as forças armadas maior qualidade e melhor serviços para população. “Elas vão poder entrar e conhecer as Forças, e participar de todo esse processo que implica em uma transformação social, uma transformação do caráter da cidadã”, relata o Contra-Almirante.
O alistamento poderá ser realizado via internet internet por meio do site alistamento.eb.mil.br ou de forma presencial em uma Junta de Serviço Militar. Devendo estar atentas aos documentos solicitados, entre eles estão: certidão de nascimento ou prova de naturalização; comprovante de residência; documento oficial com foto, como identidade ou carteira de trabalho.
Após o registro de interesse, será organizada uma seleção geral e seleção complementar, em seguida designação/distribuição e incorporação. As mesmas ocuparão a graduação de soldado, podendo escolher a força armada na qual desejam servir, sendo levado em consideração aptidão e a disponibilidade de vagas.
A meta é que a primeira turma seja incorporada em 2026, com cumprimento de 12 meses, podendo ser prorrogado por até oito anos, seguindo disponibilidade militar e interesse da participante. Segundo o Ministério de Defesa, a meta é de aumento progressivo do quadro de mulheres, chegando até o indicie de ao menos 20% das vagas preenchidas.