Presentes mais caros? Pesquisa revela como os brasileiros vão comprar no Dia das Mães

Por Redação 05/05/2026, às 18h08 - Atualizado às 15h54

Por Guilherme Rios*

O Dia das Mães, considerado a principal data comemorativa para o comércio no primeiro semestre, deve levar cerca de 127 milhões de consumidores às compras em todo o país. Segundo levantamento da Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e do Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil), em parceria com a Offerwise Pesquisas, 78% dos brasileiros pretendem comprar ao menos um presente, o que deve movimentar cerca de R$ 37,91 bilhões nos setores de comércio e serviços.

As principais presenteadas serão as mães, citadas por 74% dos entrevistados. Em seguida aparecem a esposa, com 19%, e a sogra, com 15%. O gasto médio previsto é de R$ 294 por consumidor, com uma média de 1,68 presentes. Entre os homens, o valor tende a ser maior, chegando a R$ 339.

Entre os motivos para presentear, 43% afirmam que a compra representa uma forma de gratidão pelo carinho e dedicação das mães. Outros 27% consideram o gesto simbólico importante, enquanto 24% dizem manter o costume de presentear pessoas queridas na data. Apesar da intenção de compra elevada, 66% dos consumidores acreditam que os produtos estão mais caros neste ano, enquanto apenas 5% avaliam que houve redução nos preços.

Para o consumidor Ronald Brito, a comemoração será em família. Ele conta que pretende preparar um café da manhã especial e reunir parentes para um churrasco ao longo do dia. Apesar disso, ele também percebeu aumento nos preços. “Cheguei a pesquisar flores e outros itens, e os preços estavam elevados, como acontece com vários produtos em geral”, relatou.

Mesmo diante da percepção de aumento nos valores, 39% dos entrevistados pretendem gastar mais do que no ano passado. A principal justificativa é o desejo de oferecer um presente melhor (57%), além da avaliação de que os produtos estão mais caros (45%). Por outro lado, 19% planejam gastar menos, principalmente por necessidade de economizar, crise financeira ou presença de dívidas.

Entre os comerciantes, a expectativa também é de boas vendas. A florista Vanda Mello, dona de uma floricultura, espera que o movimento da data ajude a recuperar parte das vendas ao longo do ano. “Minha expectativa é que eu tenha boas vendas, lucros maravilhosos para suprir o que eu não consegui vender durante o ano. Espero que esse Dia das Mães seja bem favorável ao meu negócio”, afirmou.

Preferências

Os itens mais procurados devem ser produtos de moda, como roupas, calçados e acessórios, escolhidos por 53% dos consumidores. Perfumes e cosméticos aparecem em seguida, com 50%, além de chocolates e flores, ambos com 24%. Experiências, como almoços em restaurantes, spa ou viagens, também aparecem entre as opções, com 19%.

Na Bahia, a expectativa também é positiva. A Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado da Bahia (Fecomércio-BA) projeta faturamento de R$ 15,2 bilhões nos setores ligados à data durante o mês de maio, excluindo veículos e materiais de construção. O resultado representaria crescimento real de 4% em relação ao mesmo período do ano passado.

De acordo com o consultor econômico da Fecomércio-BA, Guilherme Dietze, alguns segmentos devem se destacar no período. “Esses dois segmentos possuem dinâmicas distintas no período. No caso de farmácias e perfumarias, o impulso vem da busca por presentes, como perfumes, maquiagens e produtos de cuidados pessoais. Já os supermercados se beneficiam do aumento na demanda por alimentos e bebidas para celebrações familiares no segundo domingo de maio”, explica.

Diante desse cenário, o Dia das Mães deve impulsionar o comércio em todo o país, mesmo com a percepção de preços mais altos entre os consumidores. A expectativa de aumento nas vendas, aliada ao forte apelo emocional da data, reforça a importância do período para lojistas e para o varejo, que aposta na comemoração como uma das principais oportunidades de movimentar a economia no primeiro semestre.

*sob supervisão do jornalista Thiago Conceição.