Setor de serviços lidera geração de empregos formais, apesar de queda geral

Por Redação 27/11/2024, às 16h28 - Atualizado às 16h28

A geração de empregos formais no Brasil caiu em outubro, segundo dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego nesta quarta-feira (27). No último mês, foram abertos 132.714 postos de trabalho com carteira assinada, resultado 30,3% inferior ao registrado no mesmo período de 2022, quando 190.366 vagas haviam sido criadas.

Apesar da desaceleração geral, o setor de serviços foi o grande destaque, liderando a criação de vagas com 71.217 novos postos de trabalho. Dentro do segmento, atividades relacionadas a informação, comunicação, finanças, imobiliário e administração impulsionaram os resultados, com a abertura de 41.646 vagas formais. Já o setor de educação, saúde e serviços sociais contribuiu com 10.698 novos empregos.

O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, atribuiu parte da desaceleração à política de juros elevados, que teria impactado negativamente a economia. “O Banco Central não foi colaborativo em analisar completamente os indicadores macroeconômicos. Isso contribuiu para a perda de ritmo no crescimento do emprego”, afirmou.

Desempenho por setores

Além dos serviços, outros dois setores registraram saldos positivos em outubro. O comércio abriu 44.297 vagas, enquanto a indústria criou 23.729 postos, puxada principalmente pela indústria de transformação, responsável por 23.800 novos empregos.

Por outro lado, a construção civil registrou fechamento de 767 vagas, e a agropecuária eliminou 5.757 postos devido ao fim da safra de diversos produtos.

Nos dez primeiros meses de 2024, o saldo acumulado de empregos formais chegou a 2.117.473 vagas, um crescimento de 18,6% em relação ao mesmo período do ano anterior. O Sudeste liderou a geração de empregos em outubro, com 65.458 novos postos, seguido pelo Sul (34.372) e Nordeste (18.345). Todas as regiões apresentaram saldo positivo, embora o Centro-Oeste tenha registrado o menor crescimento (4.457 vagas) devido ao impacto do fim da safra.

São Paulo foi o estado com maior número de vagas criadas (+47.255), seguido pelo Rio Grande do Sul (+14.115), que se recupera das enchentes recentes, e o Rio de Janeiro (+10.731). Apenas Bahia (-579), Mato Grosso (-172) e Goiás (-45) apresentaram saldo negativo.