Uma revisão sistemática com meta-análise analisou 25 estudos com mais de 125 mil pessoas sobre corrida e osteoartrite.
• Prevalência de osteoartrite:
• Competitivos: 13,3%
• Recreacionais: 3,5%
• Não-corredores: 10,2%
• Medidas de associação (odds ratio):
• Corredores competitivos: 34% mais chance de osteoartrite em relação a quem não corre
• Corredores recreacionais: 14% menos chance de osteoartrite
• Menos de 15 anos de prática: 40% menos chance de osteoartrite comparado a quem nunca correu
Na prática:
• Correr de forma recreacional não aumenta o risco e pode até proteger as articulações.
• O que é considerado “recreacional” varia de pessoa para pessoa, dependendo de intensidade, volume e histórico de lesões.
• Corredores competitivos podem ter risco maior, principalmente por acúmulo de carga e microlesões.
• Sedentarismo é um risco grave, não apenas para osteoartrite, mas também para outras doenças.
• Acompanhamento profissional (professor de educação física + fisioterapeuta) é fundamental não apenas para ajustar volume, intensidade e técnica, mas também para esclarecer crenças equivocadas que muitos ainda têm, como a ideia de que correr causa impacto que inevitavelmente lesiona as articulações.
Conclusão:
Correr não é bom ou ruim por si só, depende do modo como você corre. Para proteger suas articulações e a saúde geral: atenção ao volume, intensidade, progressão adequada, acompanhamento profissional e evite o sedentarismo.
Fernando Santiago