Antes do primeiro acorde do trio, antes do brilho das fantasias e da multidão tomar as ruas, existe algo que quase ninguém vê, mas que sustenta absolutamente tudo: a engenharia.
É ela que calcula o peso que um trio elétrico pode suportar, que garante que um camarote receba milhares de pessoas sem risco, que projeta palcos, arquibancadas e estruturas temporárias para resistirem ao uso intenso, ao calor, à chuva e ao tempo. É a engenharia que planeja a distribuição elétrica, organiza acessos, define rotas de evacuação, cuida da drenagem e da logística de uma cidade que por alguns dias, multiplica sua população.
No Carnaval, nada pode ser improvisado quando o assunto é segurança. Cada parafuso, cada viga, cada cabo e cada estrutura ali montada passou antes por cálculo, norma técnica, responsabilidade e planejamento. A festa que parece espontânea só é possível porque houve, antes dela, muito estudo e precisão.
A engenharia não aparece nas fotos, não sobe no trio e não veste fantasia, mas é ela que permite que milhões de pessoas celebrem com alegria e tranquilidade.
Tiago Bastos