É super comum falarmos sobre trabalho e propósito. Um dia, conversando com amigos, surgiu a pergunta: “o que te traz alegria”? Respondi imediatamente que, hoje, eu sentia alegria em cada pequeno detalhe e que isso tinha modificado a minha ótica para tudo.
Ser grata foi o que me fez realmente valorizar cada segundo vivido, cada benção, cada sorriso, cada gentileza e cada aprendizado.
Esses mesmos amigos me perguntaram sobre o meu processo de transição de carreira e eu contei do quanto foi natural, porque ele acompanhou uma transição na minha vida.
A Ecoari surgiu como um grande propósito, um projeto que tem a possibilidade de mudar a vida das pessoas, com educação, ecoando coisas boas e preservando o meio-ambiente. Foi a Ecoari que mudou a minha lente, me fazendo enxergar ainda mais alegria, ter garra e vontade de fazer a diferença.
Para mim, a partir desse momento, não era mais necessário falar literalmente de trabalho e sim de propósito. Sinto alegria demais por estar caminhando nessa direção.
Em paralelo, preciso relembrar do quanto celebrei cada vitória ao longo do caminho, o que fez toda a diferença.
A frase que quis trazer hoje, é uma reflexão de Schopenhauer em que ele fala que a vida é uma constante oscilação entre a ânsia de ter e o tédio de possuir.
Quis trazer esse ponto para contrabalancear com o que havíamos falado lá em cima, sobre agradecer por cada segundo, por cada passo e, principalmente, pelo momento presente. A ansiedade, por vezes, tira o “brilho” de viver o processo.
Outro ponto é a valorização do que já conquistamos e que não pode ser desconsiderado. O que Schopenhauer traz como tédio é um chamado a refletir sobre como convivemos com as nossas conquistas do passado.
Possuir o que temos hoje é um reflexo das nossas escolhas e também deve ser celebrado. É preciso admirar o hoje em todos os sentidos.
E o convite que faço na nossa coluna é o de refletir pelo quando já sonhamos para ter o que temos hoje, vamos viver o presente?
Isadora Alencar