Conhecem aquele ditado que diz que “tudo que é bom dura pouco”? Pois é exatamente assim que mães e pais irão se sentir ao ler esta coluna. Estamos no auge do verão, praias lotadas, dias lindos, um sol para cada um; porém, já começaram as temidas viroses respiratórias, e quem já chegou na área foi o vírus da influenza, nossa velha conhecida gripe. Mas já? Sim, queridos leitores, e vou lhes explicar o porquê.
Enquanto estamos apreciando o verão, o hemisfério norte (países europeus e Estados Unidos da América, por exemplo) está em um rigoroso inverno com aumento de doenças respiratórias. Quando esses turistas vêm tirar férias no Brasil, eles trazem, além de muita disposição, alguns desses vírus, o que antecipa a circulação viral em nosso país.
O vírus da influenza é responsável por centenas de mortes no Brasil todos os anos. A infecção pode evoluir desde quadros leves, como um simples resfriado (obstrução nasal, coriza, dor no corpo, dor de cabeça), até quadros muito graves, com insuficiência respiratória e morte. A principal complicação relacionada a esta infecção é a pneumonia, que aumenta o risco de um desfecho desfavorável.
A boa notícia é que temos como prevenir a infecção (lavar as mãos com água e sabão, usar álcool em gel, evitar contato próximo com pessoas doentes, cobrir boca e nariz ao tossir e espirrar e realizar a vacinação anual contra a gripe) e manejar parte dos seus sintomas em casa, com hidratação oral (beber bastante líquido), alimentação saudável e uso de sintomáticos, sempre com orientação médica. Ao identificar qualquer sinal de gravidade, como vômitos repetidos, falta de ar, febre persistente por mais de 72 horas ou incapacidade de ingerir líquidos, por exemplo, o indivíduo deve procurar assistência de saúde imediata.
A vacinação é a forma mais eficaz de prevenção contra a gripe e suas complicações. A vacina é segura e é considerada uma das medidas mais eficazes para evitar casos graves e mortes por gripe. Por isso, anualmente, toda a população, especialmente os grupos de risco (crianças menores de 5 anos, gestantes, puérperas, idosos, profissionais de saúde, pessoas com doenças crônicas como diabetes, por exemplo), deve se vacinar. A campanha de vacinação contra a gripe de 2025 deve começar em março, e vamos juntos nos proteger e proteger as nossas crianças mais uma vez.
Lis Thomazini