O dólar à vista encerrou esta sexta-feira (27) com alta de 0,26%, cotado a R$ 6,19, atingindo o segundo maior valor nominal da história, sem ajuste pela inflação. O avanço ocorre após a moeda americana registrar R$ 6,26 no fechamento de quarta-feira (18), pouco mais de uma semana atrás.
Na quinta-feira (26), o dólar havia subido 0,38%, fechando a R$ 6,17, mesmo com o Banco Central realizando um leilão de US$ 3 bilhões pela manhã. No mercado externo, o dólar registrou leve queda nesta sexta-feira, com o índice DXY, que mede o desempenho da moeda frente a uma cesta de divisas, recuando 0,10%.
Em dados econômicos divulgados nesta sexta, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que a taxa de desemprego no país caiu para 6,1% no trimestre encerrado em novembro, o menor índice desde o início da série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD) Contínua, em 2012. Em outubro, a taxa estava em 6,2%, e o menor número registrado até então havia sido de 6,3%, em dezembro de 2013.
Além disso, o IBGE também apresentou a prévia da inflação, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo 15 (IPCA-15), que registrou alta de 0,34% em dezembro, desacelerando em relação à alta de 0,62% observada em novembro, representando uma queda de 0,28 ponto percentual.
No mercado de ações, a Bolsa de Valores (B3) operou em queda de 0,63%, com o índice chegando a 120.340 pontos, acompanhando o desempenho negativo dos principais mercados internacionais.
Entre as ações que se destacaram positivamente, a corretora Ativa apontou a valorização da Brava Energia (BRAV3), que subiu 10%, após a aprovação da Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) para retomar as operações no campo Papa-Terra, na Bacia de Campos, Rio de Janeiro. As ações da Petz (PETZ3) também subiram, com alta de 2,50%.
Por outro lado, as ações da Vamos (VAMO3) recuaram 7,56%, enquanto Carrefour (CRFB3) e Natura (NTCO3) apresentaram quedas de 4,97% e 4,26%, respectivamente.