Uma pesquisa realizada pelo site Mercado Mineiro comparou os preços médios de diversos produtos e o poder de compra do salário mínimo entre janeiro de 2024 e o reajuste de dezembro de 2024, que definirá o novo valor para 2025. O salário mínimo passará de R$ 1.412,00 para R$ 1.502,00, um aumento de R$ 90,00 ou 6,4%. No entanto, a comparação revela uma perda significativa no poder de compra do consumidor em várias categorias de produtos.
De acordo com Feliciano Abreu, diretor do site Mercado Mineiro, apesar do reajuste, a perda de compra é visível em itens essenciais. Por exemplo, com o salário de janeiro de 2024, o consumidor comprava 46kg de acém, mas com o novo salário de 2025, ele poderá comprar apenas 42kg, uma perda de 4kg. A mesma tendência é observada em outros produtos como costelinha suína, peito de frango, gasolina e etanol.
Comparações de poder de compra:
- Carnes: Com o salário de janeiro de 2024, o consumidor comprava 60kg de costelinha suína e 105kg de peito de frango. Com o novo salário, essas quantidades caem para 49kg e 91kg, respectivamente, representando perdas de 11kg e 14kg.
- Combustíveis: Em janeiro, o consumidor conseguia comprar 265 litros de gasolina, enquanto com o novo salário poderá comprar apenas 240 litros, uma perda de 25 litros. No etanol, a compra era de 418 litros em janeiro e cairá para 341 litros, uma redução de 76 litros.
- Alimentos: Para itens como arroz, açúcar, óleo de soja e café, as perdas no poder de compra também são evidentes. Por exemplo, o pacote de arroz de 5kg, que o consumidor comprava 48 unidades em janeiro, agora será reduzido para 41 pacotes, representando uma perda de 7 pacotes. O óleo de soja teve uma perda ainda maior, passando de 296 unidades para 209.
No entanto, houve uma exceção positiva. O feijão carioquinha de 1kg foi um dos poucos produtos em que o poder de compra aumentou. O consumidor comprava 214 pacotes em janeiro e agora poderá adquirir 255 pacotes, um ganho de 41 pacotes.