Os preços dos itens tradicionais da ceia de Natal subiram em média 9,16% em comparação com o ano passado. O azeite de oliva lidera as altas, com um aumento de 21,3%, seguido pelo lombo de porco com osso, que teve uma alta de quase 20%, de acordo com pesquisa da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe).
A inflação tem pesado no bolso dos consumidores, especialmente dos baianos, que enfrentam preços mais altos para produtos típicos da ceia e outros itens consumidos com frequência nessa época, como azeitonas e vinhos.
O azeite de oliva, por exemplo, pode chegar a quase R$ 40 por uma garrafa de 500 ml, enquanto as versões importadas ultrapassam os R$ 80. O pernil também teve aumento, passando de R$ 100, e o peru está sendo vendido por cerca de R$ 126.
Pelo menos 13 itens tradicionais da cesta natalina tiveram aumento de preço, com uma média de 9,16%, conforme a pesquisa da Fipe. O cenário de preços mais altos nas prateleiras dos supermercados é explicado pela inflação, pela alta demanda durante as festas de fim de ano e por fatores externos, como a variação do dólar e as mudanças climáticas.
Apesar disso, nem todos os itens ficaram mais caros. O panetone com frutas cristalizadas teve uma leve queda de 1,60%, e o preço do macarrão espaguete caiu 2,17%.
Além dos itens típicos, outros produtos que não fazem parte da cesta natalina tradicional, mas são consumidos nessa época, também registraram aumento, como o palmito e o vinho, que subiram 8,48% e 8,28%, respectivamente.
Mesmo com alguns produtos com preços mais baixos, muitas famílias precisarão se adaptar. Economistas acreditam que os preços altos continuarão a influenciar as compras de Natal. Para contornar os custos elevados, muitas famílias têm adotado a estratégia de dividir os gastos, com cada pessoa trazendo um prato, para garantir uma ceia mais econômica.
A inflação, o aumento da demanda durante as festas e fatores externos, como a variação do dólar e as mudanças no clima, continuam a impactar diretamente o bolso dos consumidores.