Governo lança Bahia Filmes para impulsionar setor audiovisual e anuncia concessão do Cine Glauber Rocha

Por Redação 29/06/2026, às 08h48 - Atualizado às 08h48

A inauguração da Bahia Filmes, realizada neste domingo (28), abriu um novo capítulo para o mercado audiovisual no estado. Trata-se da primeira empresa pública estadual do segmento no Brasil, criada com o objetivo de estruturar a cadeia produtiva local e ampliar o mercado para realizadores e produtoras baianas. Vinculada à Secretaria de Cultura (Secult-BA), a instituição terá foco na captação de investimentos, fomento a novos negócios e apoio à distribuição de obras.

A sede da empresa funciona no bairro do Comércio, em Salvador, onde o governador Jerônimo Rodrigues comandou a solenidade de abertura e destacou as articulações com o Governo Federal. Na oportunidade, o chefe do Executivo assinou o decreto que regulamenta a Bahia Film Commission e anunciou os editais de contrapartida do Programa Arranjos Regionais, o edital de chamamento público para comercialização em salas de cinema e o processo de concessão do Cine Glauber Rocha.

O secretário de Cultura, Bruno Monteiro, apontou que a Bahia Filmes chega para dinamizar um setor que impacta diretamente outras áreas da economia, como hotelaria, transporte, gastronomia, cenografia e figurino.

“O objetivo é ampliar a exibição dessas produções, fortalecer a participação em festivais, cineclubes e salas de cinema, além de atuar em áreas como pesquisa, mapeamento, games, novas tecnologias, formação profissional e parcerias com universidades”, pontuou o secretário.

À frente da diretoria-presidência da empresa, o cineasta baiano Pola Ribeiro chamou a atenção para a necessidade de o Estado acompanhar as transformações tecnológicas e a evolução do mercado. “Com a tecnologia, cada pessoa tem no bolso um equipamento que é câmera, grava som, guarda a memória, edita e utiliza inteligência artificial. A Bahia Filmes surge para coordenar esses pensamentos, desde a formação do olhar até a IA, para não perdermos oportunidades”, explicou.

A criação do órgão foi respaldada por trabalhadores do setor, que enxergam na iniciativa uma alternativa para descentralizar o mercado audiovisual do eixo Rio-São Paulo. Para a produtora de cinema Ailly Cavalcante, o suporte estatal ajudará a internacionalizar as obras locais: “Produzimos muito aqui na Bahia e precisamos de apoio para expor as nossas produções”.

O ator e comediante Daniel Ferreira também celebrou o ganho de infraestrutura para a classe artística. “Sou ator há dez anos e sempre tive que fazer tudo por conta própria. Com esse projeto, a gente passa a ter um caminho. É fundamental para novos atores e para as pessoas que estão tentando crescer. Aumentar esse solo aqui na Bahia é muito importante”, concluiu.