A Marvel causou surpresa e controvérsia entre os fãs com o lançamento da nova HQ Marvel Knights: The World To Come, que introduz, pela primeira vez, um Pantera Negra branco. A revelação acontece sob o selo Marvel Knights — linha editorial voltada a histórias alternativas e fora da cronologia principal do Universo Marvel.
A série, escrita por Christopher Priest, autor responsável por uma das fases mais marcantes do personagem, contará com seis edições. A trama se passa em um universo alternativo e começa com a morte de um T’Challa envelhecido, sem que a causa seja revelada. A narrativa, então, retrocede no tempo e mostra o tradicional ritual de desafio ao trono de Wakanda, em que T’Challa enfrenta seu próprio filho, Ketema.
Durante o combate, flashbacks sugerem que Ketema pode ser fruto de antigas relações do Pantera Negra com personagens como Tempestade e Monica Lynne — ambas mulheres negras. Em determinado ponto, é indicado que Monica pode ser a mãe biológica do garoto.
A grande reviravolta, no entanto, acontece quando Ketema derrota o pai e assume o trono. Ao tirar a máscara, ele é revelado como um jovem branco — algo inédito na história do manto do Pantera Negra, tradicionalmente associado à representação de um herói negro, inclusive em suas versões femininas.
A revelação dividiu opiniões nas redes sociais. Críticas surgiram especialmente pela escolha de racializar o personagem de forma diferente em um símbolo historicamente ligado à representatividade negra. Por outro lado, alguns leitores apontaram que o selo Marvel Knights permite esse tipo de liberdade criativa justamente por se tratar de universos paralelos.
Ainda não há data definida para o lançamento das próximas cinco edições, que devem esclarecer a verdadeira origem de Ketema — se é filho biológico de T’Challa ou apenas adotado.