Após quase dois meses de julgamento, o rapper e produtor Sean “Diddy” Combs foi condenado nesta quarta-feira (2) por transporte com fins de prostituição. A decisão foi anunciada por um júri em Nova York, nos Estados Unidos. A pena prevista pode chegar a até 20 anos de prisão.
Diddy foi absolvido de acusações mais graves, como tráfico sexual e conspiração para extorsão, que também estavam em análise no processo. A condenação ocorre após meses de investigações e da divulgação de um vídeo que mostra o artista agredindo a ex-namorada, Cassie Ventura, em um hotel. A gravação, divulgada durante o processo, gerou forte repercussão nas redes sociais e aumentou a pressão em torno do caso.
O rapper havia sido preso em 16 de setembro do ano passado, em Nova York, no auge das investigações. Desde então, tornou-se alvo de diversas denúncias que envolvem suspeitas de violência, abusos e crimes sexuais.
Figura influente na indústria musical, P. Diddy é conhecido por sua atuação como produtor e empresário. Foi responsável por lançar e promover nomes como The Notorious B.I.G. e é apontado como um dos responsáveis por transformar o hip-hop de movimento de rua em um fenômeno global.
Diddy iniciou a carreira nos anos 1990 como estagiário na Uptown Records, onde rapidamente se destacou e chegou ao cargo de diretor. Em 1994, fundou sua própria gravadora, a Bad Boy Records, que se tornou referência na cena musical americana.
Em 1997, lançou o álbum No Way Out, vencedor do Grammy de Melhor Álbum de Rap. Além da música, construiu um império com negócios nos setores de moda e bebidas alcoólicas. Mesmo com a carreira marcada por sucessos, a condenação atual representa o momento mais delicado de sua trajetória.