O Batalhão Especializado de Policiamento em Eventos (BEPE) anunciou, na última segunda-feira (19), a proibição da entrada de materiais da torcida organizada BAMOR no jogo desta quarta-feira (21), na Arena Fonte Nova contra o Paysandu, partida válida pela terceira fase da Copa do Brasil.
A medida foi tomada após registros de desordem em Salvador durante o último domingo (18), data da partida entre Bahia e Vitória pelo Campeonato Brasileiro. De acordo com o BEPE, torcedores se deslocaram por diferentes pontos de Salvador rumo ao estádio, promovendo atos de vandalismo como pichações na Avenida Vasco da Gama e no bairro do Trobogy. As ações foram atribuídas a membros da torcida organizada, com base em vídeos divulgados nas redes sociais.
Durante as ocorrências, um indivíduo foi preso em flagrante por portar um artefato explosivo. Outros dois foram autuados por estarem com soqueiras e outros objetos utilizados para agressão.
O batalhão, que mantém diálogo com representantes de torcidas organizadas por meio de reuniões frequentes, afirmou que já havia alertado para a necessidade de deslocamentos pacíficos. O Termo de Ajustamento de Conduta (TAC), firmado com o Ministério Público, prevê que as torcidas têm o dever de evitar tumultos e promover a paz nos eventos esportivos — exigência que também está prevista na Lei Geral do Esporte.
Com base no TAC, o BEPE comunicou à torcida envolvida a proibição do uso de faixas, bandeiras, instrumentos musicais e outros materiais no próximo jogo. A corporação seguirá fiscalizando o cumprimento de medidas judiciais, como a apresentação de infratores ao batalhão em dias de partidas.
Nas redes sociais, a torcida emitiu nota e se mostrou insatisfeita com a proibição: “Repudiamos veementemente essa decisão, que se mostra desproporcional e sem fundamentos consistentes. Os motivos alegados para a punição não condizem com a realidade vivenciada pela torcida e demonstram mais uma vez a tentativa de criminalizar movimentos populares organizados”, diz a nota.