Em meio a 14 demissões, Ceni e Jair seguem firmes no comando da dupla BaVi

Por Redação 13/08/2026, às 16h00 - Atualizado às 14h26

Por Mirian Silva

A dança das cadeiras no Campeonato Brasileiro ganhou mais um capítulo após a saída de Luis Zubeldía do Fluminense. Com a demissão do argentino, a Série A chegou à 14ª troca de treinador em agosto, enquanto Bahia e Vitória seguem em direção contrária à tendência do futebol brasileiro.

Dos 20 clubes que disputam a competição, 11 já trocaram de técnico ao menos uma vez. Mesmo diante de resultados irregulares e momentos de pressão, o Tricolor mantém Rogério Ceni, enquanto o Rubro-Negro segue com Jair Ventura.

A decisão pela continuidade chama ainda mais atenção diante do cenário vivido pelos dois clubes ao longo da temporada.

Rogério Ceni passou por um dos momentos mais delicados desde que assumiu o Bahia. O Tricolor chegou a oito partidas consecutivas sem vencer, sequência que aumentou a cobrança da torcida e colocou o trabalho do treinador em discussão.

A equipe conseguiu reagir posteriormente, mas voltou a apresentar instabilidade no Campeonato Brasileiro. Atualmente, o Bahia acumula quatro empates consecutivos na competição.

Mesmo assim, a diretoria optou por manter o treinador, que já conquistou o Campeonato Baiano em 2026 e segue à frente da equipe em uma temporada marcada também pelas eliminações na Copa do Brasil e na Libertadores.

No Vitória, Jair Ventura também enfrentou momentos de turbulência. A pressão aumentou principalmente após o empate diante da Chapecoense, lanterna do Brasileirão, resultado que levou a principal torcida organizada do clube a pedir a saída do treinador.

O cenário, porém, mudou quando o Rubro-Negro conseguiu resultados importantes em outras competições.

O Vitória conquistou a Copa do Nordeste em 2026 e, recentemente, goleou o Athletico-PR por 4 a 0 no Barradão para avançar às quartas de final da Copa do Brasil.

No Brasileirão, entretanto, o time ainda busca uma reação: são quatro rodadas sem vencer.

A permanência de Ceni e Jair coloca Bahia e Vitória em um grupo cada vez menor de clubes que decidiram manter o planejamento inicial da temporada.

Além dos baianos, Athletico, Coritiba, Grêmio, Internacional, Mirassol, Palmeiras e RB Bragantino também não trocaram de treinador desde o início da Série A.

No outro extremo, Atlético-MG, Botafogo, Chapecoense, Corinthians, Cruzeiro, Flamengo, Fluminense, Remo, Santos, São Paulo e Vasco já recorreram à mudança de comando.