Espetáculo sem fronteiras: Abertura da Copa do Mundo acontece ao mesmo tempo em três nações

Por Redação 09/06/2026, às 11h05 - Atualizado às 09h31

A Fifa projeta a Copa do Mundo de 2026 como o marco inicial de uma nova era para a maior competição de futebol do planeta. O torneio assume o posto de edição mais inclusiva da história ao expandir o número de participantes para 48 seleções nacionais, trazendo consigo uma série de ineditismos e marcas históricas. Pela primeira vez na era do formato de jogo inaugural isolado, a partida de abertura repetirá um confronto do passado, colocando frente a frente México e África do Sul, os mesmos países que abriram o Mundial de 2010. No comando do espetáculo, o Estádio Azteca se isola como o único palco do planeta a sediar três aberturas de Copa (1970, 1986 e 2026), consagrando a inédita cooperação territorial entre três países sedes: México, Estados Unidos e Canadá.

A quebra de paradigmas também redesenhou o protocolo das festividades. O tradicional evento de contagem regressiva deu lugar aos Countdown Concerts, shows musicais sincronizados e transmitidos de forma cruzada nas cidades de Toronto, Los Angeles e Cidade do México na véspera do torneio. Essa mesma lógica descentralizada guiará a abertura oficial, que contará com três cerimônias distintas conectadas por uma identidade cultural comum. No Estádio Azteca, a celebração focará em manifestações folclóricas locais, exibições de arte indígena e símbolos tradicionais como o papel picado. O palco mexicano receberá astros globais como Shakira, J Balvin, Burna Boy e Maná. Simultaneamente, Los Angeles terá apresentações de Katy Perry, Anitta e Future, enquanto o Canadá será representado por nomes como Alanis Morissette e Michael Bublé.

A expansão de equipes gerou um impacto direto na estrutura e no regulamento da competição. O torneio saltará para um recorde de 104 partidas disputadas, com os países divididos em 12 grupos de quatro integrantes. A grande novidade do mata-mata fica por conta da introdução do “Round of 32” (Rodada de 32), etapa eliminatória que antecede as oitavas de final, composta pelos dois melhores de cada chave e pelos oito terceiros colados com melhor campanha. Por conta dessa nova fase técnica, a seleção que erguer a taça de campeã mundial precisará encarar uma maratona de oito jogos ao longo da competição, um a mais do que o modelo anterior exigia.