Fábio Mota alfineta rival ao defender modelo do Vitória em lançamento da Arena Barradão

Por Redação 13/05/2026, às 12h12 - Atualizado às 12h12

Por Vitor Velloso com informações de Záfya Tomaz

Em um novo pronunciamento nesta quarta-feira (13), o presidente do Esporte Clube Vitória, Fábio Mota, subiu o tom para detalhar os termos financeiros da futura Arena Barradão e reafirmar a independência institucional do clube. Mota foi enfático ao garantir que, apesar do vultoso investimento de R$ 460 milhões previsto para a modernização do complexo, não haverá venda de patrimônio, penhora ou alienação do estádio. Segundo o dirigente, o acordo prevê a cessão do direito de superfície por um período de 35 anos, garantindo que a propriedade da “matrícula” do estádio permaneça exclusivamente com o Rubro-Negro.

Além da preservação do patrimônio físico, o presidente destacou que o Vitória entra no negócio como sócio, com participação direta nos lucros e nas vendas geradas pelo novo equipamento. “Isso vai incrementar, vai aumentar a renda do Esporte Clube Vitória”, afirmou Mota, classificando o modelo como uma concessão estratégica que permite a valorização da marca sem a necessidade de transformar o clube em uma SAF (Sociedade Anônima do Futebol) controlada por grupos externos.

A parte mais contundente do discurso, no entanto, foi direcionada à identidade regional e à sobrevivência dos clubes do Nordeste na elite nacional. Mota ressaltou a dificuldade de fazer futebol na região e apontou o Vitória como o único clube “genuinamente nordestino” que resistiu na Série A sem se entregar a capitais estrangeiros ou modelos empresariais externos — uma alfinetada velada ao rival Bahia, gerido pelo Grupo City, e um comentário sobre as recentes quedas de Fortaleza, Ceará e Sport. “Nós não precisamos nos entregar ao petróleo, aos árabes, para que a gente sobrevivesse e estivesse na Série A”, disparou o mandatário sob aplausos.

Para o dirigente, este 13 de maio representa não apenas um aniversário de fundação, mas o “pontapé inicial de um sonho” que alia modernidade e soberania. Com as obras previstas para começar em fevereiro de 2027, o plano da Arena Barradão busca elevar o patamar financeiro do Leão e consolidar o estádio como um território rentável, mantendo a mística do “Santuário” sob controle total da torcida e da diretoria rubro-negra.