Fifa endurece punições por racismo em nova versão do Código Disciplinar

Por Redação 29/05/2025, às 19h26 - Atualizado às 17h28

A Fifa publicou nesta quinta-feira (29) a nova versão do seu Código Disciplinar, com mudanças que ampliam e endurecem as punições para casos de racismo no futebol. O texto, aprovado durante reunião do Conselho da entidade, atualiza o artigo 15, que trata de “Discriminação e Racismo”.

O novo regulamento autoriza qualquer jogador ou participante de uma partida a comunicar ao árbitro a ocorrência de um ato racista, o que acionará automaticamente o protocolo de três etapas: paralisação, suspensão e eventual encerramento do jogo.

Caso as ofensas persistam, o árbitro deverá interromper ou finalizar a partida.

A Fifa também revisou os valores das multas aplicáveis. Clubes e federações poderão ser punidos com valores entre 20 mil francos suíços (cerca de R$ 137 mil) e até 5 milhões de francos suíços (aproximadamente R$ 34 milhões), cifra superior ao limite geral de 1 milhão previsto em outros artigos do Código.

Em situações de reincidência, as sanções podem incluir desde planos obrigatórios de prevenção até punições esportivas como jogos com portões fechados, perda de pontos, exclusão de competições ou rebaixamento.

As associações nacionais terão até 31 de dezembro para incorporar as novas diretrizes aos seus próprios regulamentos.

O texto ainda prevê que a Fifa poderá intervir diretamente em federações que considere omissas na aplicação das novas regras, e poderá recorrer ao Tribunal Arbitral do Esporte (CAS) contra decisões consideradas inadequadas.

Durante o Congresso da FIFA realizado neste mês em Assunção, no Paraguai, o presidente Gianni Infantino defendeu a criminalização do racismo e afirmou que a entidade tem trabalhado com governos e com a ONU para que a prática seja incluída nas legislações penais dos países.

“Racismo não é apenas um problema do futebol, é um crime”, declarou Infantino.