A FIFA negou, nesta sexta-feira (31), que pretenda vender os direitos da Copa do Mundo ou privatizar suas competições. A manifestação ocorre um dia após a UEFA ameaçar boicotar torneios organizados pela entidade em protesto contra uma proposta que prevê a participação de investidores privados na gestão dos direitos comerciais.
Em comunicado, a FIFA afirmou que “jamais” cogitou vender o futebol e atribuiu a repercussão negativa a informações incorretas divulgadas pela imprensa. A entidade também informou que manterá o processo de consulta com as 211 associações nacionais filiadas antes de qualquer decisão.
A proposta apresentada pela entidade previa a criação de uma empresa para administrar os direitos comerciais das competições, com possibilidade de participação minoritária de investidores privados. No entanto, a FIFA afirmou que essa estrutura não será criada e reforçou que continuará controlando integralmente suas atividades comerciais.
Além da UEFA, a Concacaf e a Confederação Asiática de Futebol (AFC) também demonstraram preocupação com o projeto e cobraram mais transparência no processo. As associações nacionais têm até setembro para se manifestar sobre a proposta.