Dirigentes do futebol italiano reagiram com críticas à proposta que sugeria a substituição da Seleção do Irã pela Itália na Copa do Mundo FIFA de 2026, competição que será realizada nos Estados Unidos, México e Canadá. A ideia teria sido encaminhada ao governo norte-americano e gerou repercussão imediata no meio esportivo.
O ministro do Esporte da Itália, Andrea Abodi, afirmou que a possibilidade é inviável. Segundo ele, uma vaga no torneio precisa ser conquistada dentro de campo. “Não é possível e tampouco apropriado. A classificação se conquista dentro de campo”, declarou.
O presidente do Comitê Olímpico Italiano, Luciano Buonfiglio, também criticou a proposta. Para ele, a inclusão da Itália sem classificação seria desrespeitosa. “Eu me sentiria ofendido. É preciso merecer ir à Copa do Mundo”, afirmou.
Entre as justificativas apresentadas para a sugestão, o enviado especial dos EUA, Paolo Zampolli, citou o histórico da seleção italiana, que já conquistou quatro títulos mundiais (1934, 1938, 1982 e 2006). Segundo ele, esse histórico daria à equipe um “respaldo esportivo” para disputar o torneio.
Até o momento, a FIFA não anunciou qualquer mudança envolvendo a participação iraniana. O presidente da entidade, Gianni Infantino, afirmou que a equipe do Irã participará da competição. “A equipe iraniana virá, com certeza. Esperamos que até lá a situação esteja pacífica, o que certamente ajudaria. Mas o Irã precisa vir, é claro. Eles representam seu povo. Eles se classificaram. Os jogadores querem jogar”, disse.